Von der Leyen vê acordo da Cimeira do Clima como "um passo na direção certa"

Ursula Von der Leyen considerou que se avançou nos principais objetivos estabelecidos para a conferência, recordando que alguns dos principais países responsáveis pela emissão de gases poluentes anunciaram novas metas de redução e que mais de cem países se uniram à iniciativa global sobre metano.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, considerou que o acordo alcançado no sábado na cimeira do clima COP26, em Glasgow, é "um passo na direção certa", embora ainda haja trabalho por fazer.

"A COP26 é um passo na direção certa. 1,5 graus Celsius ainda é possível alcançar, mas o trabalho está longe de terminar", defendeu Ursula Von der Leyen em comunicado.

A presidente da Comissão Europeia deixou claro que "o mínimo que se pode fazer é implementar as promessas" feitas na cimeira de Glasgow "o mais rápido que seja possível e, então, apontar mais alto".

Von der Leyen considerou que se avançou nos principais objetivos estabelecidos para a conferência, recordando que alguns dos principais países responsáveis pela emissão de gases poluentes anunciaram novas metas de redução e que mais de cem países se uniram à iniciativa global sobre metano, impulsionada pelo Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e ela própria.

"Embarcamos em novas parcerias para apoiar os países na sua transição para a energia limpa, como é o caso da África do Sul", sublinhou.

Além disso, disse que a COP26 enviou "uma mensagem clara de que acabou o tempo para os subsídios para os combustíveis fosseis e o carvão".

Von der Leyen destacou também que a cimeira avançou no financiamento climático e que os últimos compromissos devem chegar a cem mil milhões de dólares em 2023 ou um ano antes "se os parceiros da Europa estiverem de acordo em acelerar" o processo.

A presidente da Comissão Europeia referiu que a União Europeia já contribui mais de um quarto do financiamento global do clima, com mais de 27 mil dólares anuais.

Por último, considerou que foram estabelecidas regras que irão impulsionar os mercados internacionais de carbono.

"Se todos os compromissos a longo prazo anunciados em Glasgow forem implementados, deveremos manter o aquecimento global abaixo de dois graus", assinalou.

A 26.ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP26) adotou formalmente uma declaração final com uma alteração de última hora proposta pela Índia que suaviza o apelo ao fim do uso de carvão.

A alteração foi proposta pelo ministro indiano do Ambiente, Bhupender Yadav, que no plenário de encerramento da COP26 pediu para mudar a formulação de um parágrafo em que se defendia o fim progressivo do uso de carvão para produção de energia sem medidas de redução de emissões.

A proposta acabou por ser aprovada pelo presidente da cimeira, Alok Sharma, que afirmou de voz embargada "lamentar profundamente a forma com este processo decorreu".

O documento final aprovado, que ficará conhecido como Pacto Climático de Glasgow, preserva a ambição do Acordo de Paris, alcançado em 2015, de conter o aumento da temperatura global em 1,5ºC (graus Celsius) acima dos níveis médios da era pré-industrial.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, comentou o acordo alcançado em Glasgow, alertando que apesar de "passos em frente que são bem-vindos, a catástrofe climática continua a bater à porta".

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