Voo desviado: Conselho de Segurança da ONU reúne-se de emergência esta quarta-feira

Bielorrússia é acusada de ter desviado, no domingo, um avião da companhia aérea irlandesa Ryanair para Minsk, a fim de deter o opositor bielorrusso Roman Protasevich, de 26 anos, que estava a bordo.

O Conselho de Segurança da ONU vai reunir-se de urgência esta quarta-feira para discutir o desvio, para Minsk, do voo que transportava o jornalista Roman Protasevich, com o objetivo de detê-lo.

No dia seguinte, quinta-feira, é a Organização Internacional para a Aviação Civil quem se reúne de emergência para discutir o episódio. A organização, cujo principal objetivo é o apoio aos países no transporte aéreo, mas apenas ao nível da diplomacia, explicou à TSF que qualquer investigação internacional que possa resultar deste incidente terá de ser proposta pelos países envolvidos e ter o acordo de todos.

A Bielorrússia é acusada de ter desviado, no domingo, um avião da companhia aérea irlandesa Ryanair para Minsk, a fim de deter o opositor bielorrusso, de 26 anos, que estava a bordo.

Muitas companhias aéreas anunciaram imediatamente a suspensão do sobrevoo dos seus aviões pelo país. A companheira de Protasevich, Sofia Sapéga, de nacionalidade russa, também foi presa no mesmo voo no domingo.

Vários países e organizações internacionais condenaram a ação das autoridades bielorrussas, que alegaram ter agido dentro da legalidade ao intercetar o voo comercial da Ryanair.

Roman Protasevich foi diretor dos canais Telegram Nexta e Nexta Live, que se tornaram as principais fontes de informação nas primeiras semanas de protestos antigovernamentais após as eleições presidenciais de agosto de 2020 na Bielorrússia.

O ativista acabou detido pelas autoridades bielorrussas no domingo, quando os cerca de 120 passageiros do avião da Ryanair foram forçados a submeter-se a novo controlo em Minsk, devido a um suposto aviso de bomba.

As presidenciais de 09 de agosto na Bielorrússia deram a vitória a Lukashenko, no poder há 26 anos, com 80% dos votos, o que é contestado pela oposição e não é reconhecido pela UE.

Perante um vasto movimento de protesto contra a sua reeleição, Lukashenko orquestrou uma campanha de repressão contra a oposição e os meios de comunicação independentes do país. Desde o início dos protestos na antiga república soviética, centenas de jornalistas foram detidos e cerca de 20 estão ainda presos.

Em outubro de 2020, a UE avançou com sanções contra Alexander Lukashenko, reforçando as medidas restritivas adotadas contra repressores das manifestações pacíficas no país.

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