Voos da TAP. Nuno Melo quer que Parlamento Europeu pressione Governo de Maduro

O Parlamento Europeu deverá discutir na próxima semana, por iniciativa de Nuno Melo, o voto de condenação pela proibição imposta pela Venezuela aos voos da TAP.

Nuno Melo quer que o Parlamento Europeu pressione o Governo de Maduro para que retome os voos da TAP. O eurodeputado do CDS e o Partido Popular Europeu levam o assunto a Estrasburgo.

"Pedirei no Parlamento Europeu a inclusão deste caso numa futura resolução, e, se possível, a respetiva discussão em plenário em Estrasburgo", garantiu o eurodeputado, ouvido pela TSF.

O Parlamento Europeu deverá discutir então na próxima semana, por iniciativa de Nuno Melo, o voto de condenação pela proibição imposta pela Venezuela aos voos da TAP.

"Esse pedido, se não deu já entrada, dará, mas será feito pelas vias normais, através do grupo parlamentar do Partido Popular Europeu e da respetiva Comissão, mas sobre isso teremos novidades para a semana", refere Nuno Melo, que diz esperar solidariedade por parte dos eurodeputados para dar por concluída a suspensão.

Nuno Melo diz mesmo: "Espero uma condenação veemente e clara do Governo venezuelano e, consequentemente, um apelo a que esta suspensão cesse."

Por seu lado, o eurodeputado comunista João Ferreira condena o que diz ser uma interferência europeia nos assuntos da Venezuela. "O que a União Europeia deveria fazer é parar de se ingerir na situação da Venezuela e deixar de alinhar com um bloqueio económico e financeiro, que tem tido prejuízos muito sérios para a população daquele país e para a comunidade portuguesa", defende.

O eurodeputado fala de um "alinhamento com as sanções, apoio a operações de caráter golpista e a setores da oposição extremamente violentos e de extrema-direita", por que a Europa se deveria responsabilizar. "O que a União Europeia e o Parlamento Europeu devem fazer é deixar de se ingerir nesta situação", frisa.

Quanto a Portugal, João Ferreira considera que é "desejável a normalização das relações entre Portugal e Venezuela, o que exige é uma atitude responsável do Governo português, que até agora não a tem tido". O eurodeputado sugere que o Executivo trate de "esclarecer tudo o que haja a esclarecer" e que proceda ao "reconhecimento da sua ordem democrática e constitucional e o não-alinhamento com operações dirigidas a partir do exterior para desestabilizar aquele país".

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