Zelensky convida Macron a visitar Ucrânia para constatar "genocídio"

Líder francês defendeu que a palavra "genocídio" não deve ser utilizada por políticos mas sim por advogados.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, anunciou este domingo que convidou o seu homólogo francês a visitar a Ucrânia para que Emmanuel Macron constate no terreno o "genocídio" perpetrado pelas forças militares russas.

Na quinta-feira, Emmanuel Macron recusou-se a empregar o termo "genocídio", que tinha sido utilizado pelo Presidente norte-americano, Joe Biden, para acusar o chefe de Estado russo, Vladimir Putin, de o ter perpetrado na Ucrânia.

"Quanto ao Emmanuel, falei com ele", adiantou Volodymyr Zelensky numa entrevista à estação de televisão norte-americana CNN na sexta-feira e transmitida hoje.

Segundo o chefe de Estado, a recusa do Presidente francês em utilizar o termo "genocídio" justifica-se com os esforços que tem desenvolvido para "garantir que a Rússia se envolva no diálogo" para terminar com o conflito militar que se iniciou em 24 de fevereiro.

"Disse-lhe que queria que ele entendesse que isto não é uma guerra, que não passa de um genocídio. Convidei-o para vir quando tiver a oportunidade", adiantou Volodymyr Zelensky.

Emmanuel Macron, durante a campanha para a segunda volta das eleições presidenciais do próximo domingo, considerou que a palavra "genocídio" deveria ser "qualificada por advogados e não por políticos" e afirmou que "entrar numa escalada verbal" era "não ajudar a Ucrânia".

Na entrevista emitida hoje, o Presidente ucraniano referiu também que queria que Joe Biden visitasse a Ucrânia, admitindo que essa deslocação possa ser condicionada por questões de segurança no país.

A administração dos Estados Unidos da América (EUA) está a considerar enviar um enviado à capital Kiev, mas a Casa Branca já descartou uma viagem de alto risco pelo próprio Presidente por enquanto.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia, que já matou quase dois mil civis, segundo dados das Nações Unidas, e foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e sanções económicas e políticas.

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