Zelensky vai intervir por videoconferência na sessão extraordinária do Parlamento Europeu

O Parlamento Europeu reúne-se para debater e votar uma resolução sobre "a agressão russa contra a Ucrânia e as medidas a adotar" face ao conflito em curso.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, vai intervir por videoconferência na sessão plenária extraordinária desta terça-feira do Parlamento Europeu sobre "a agressão russa contra a Ucrânia", anunciou a presidente da assembleia.

"O plenário do Parlamento Europeu reúne-se às 12h30 [locais, 11h30 de Lisboa] para debater a invasão russa da Ucrânia. O presidente Zelensky e o presidente [da Rada, o parlamento ucraniano] Ruslan Stefanchuk vão juntar-se e falar ao mundo", anunciou Roberta Metsola na sua conta oficial na rede social Twitter.

Num debate que conta com a participação dos presidentes do Conselho Europeu, Charles Michel, da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e do chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, Zelensky terá assim oportunidade de se dirigir diretamente ao Parlamento Europeu quando se cumprem seis dias desde a ofensiva militar lançada pela Rússia na Ucrânia e um dia após o presidente ucraniano ter solicitado formalmente a adesão ao bloco europeu.

O Parlamento Europeu reúne-se hoje, numa sessão plenária extraordinária, em Bruxelas, para debater e votar uma resolução sobre "a agressão russa contra a Ucrânia e as medidas a adotar" face ao conflito em curso.

A duração prevista do debate é de duas horas, estando a votação da resolução marcada para as 14h30 locais e a divulgação do seu resultado para as 16h45 locais (menos uma hora em Lisboa).

De acordo com o projeto do texto que irá a votos, ao qual a Lusa teve acesso na segunda-feira, e que foi acordado entre as principais bancadas do Parlamento Europeu, os eurodeputados deverão "exortar as instituições da UE a trabalharem no sentido de conceder à Ucrânia o estatuto de candidato à União Europeia, em conformidade com a artigo 49.º do Tratado e com base no mérito".

Na segunda-feira, Zelensky reiterou o pedido à UE para que esta aceitasse "sem demora" a adesão da Ucrânia. Em reação, Bruxelas referiu que a adesão reclamada por Kiev era "um debate que irá acontecer" entre os 27 Estados-membros do bloco comunitário, decisão essa que é tomada por unanimidade, lembrando, no entanto, que há "um procedimento a respeitar".

Poucas horas depois, Zelensky assinava um pedido formal para a entrada do país no bloco.

A conferência dos presidentes do Parlamento Europeu (composta pela presidente da instituição, Roberta Metsola, e pelos líderes dos grupos políticos) decidiu, em 24 de fevereiro, convocar uma sessão plenária extraordinária para esta terça-feira, 01 de março, para analisar a situação na Ucrânia.

Numa declaração emitida na passada quinta-feira, os líderes do Parlamento Europeu condenaram o ataque russo à Ucrânia nos termos mais fortes possíveis, considerando a invasão "injustificada e ilegal".

A Rússia lançou na quinta-feira de madrugada uma ofensiva militar na Ucrânia, com forças terrestres e bombardeamento de alvos em várias cidades, que já mataram mais de 350 civis, incluindo crianças, segundo Kiev. A ONU deu conta de mais de 100 mil deslocados e quase 500 mil refugiados na Polónia, Hungria, Moldova e Roménia.

O Presidente russo, Vladimir Putin, disse que a "operação militar especial" na Ucrânia visa desmilitarizar o país vizinho e que era a única maneira de a Rússia se defender, precisando o Kremlin que a ofensiva durará o tempo necessário.

O ataque foi condenado pela generalidade da comunidade internacional e a União Europeia e os Estados Unidos, entre outros, responderam com o envio de armas e munições para a Ucrânia e o reforço de sanções para isolar ainda mais Moscovo.

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