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Rodrigo Tavares
Rodrigo Tavares

O que uma aplicação de telemóvel diz sobre os portugueses

O ano de 2020 foi marcado pela ingerência do Estado no espaço privado. Durante meses, aceitamos que a Lei adentrasse pelas nossas vidas e suspendesse abruptamente o direito de reunião e manifestação, o direito de deslocação e fixação em qualquer parte do território, o direito de resistência. Consentimos que a legislação regulasse, de forma inédita, algumas glebas da nossa vida familiar, social e profissional.

Paulo Baldaia
Paulo Baldaia

Bazuca contra bazuca

Agora que o Orçamento do Estado entrou na Assembleia da República, vale a pena falar de números e pode estar descansado que eu não vou regressar aos cenários macroeconómicos e às percentagens com que eles se cozinham. Crescimento de 5,5 ou défice de 4% dizem muito pouco ao comum dos mortais, mas se eu lhe disser que, números redondos, entre este ano e o próximo, os défices orçamentais vão obrigar Portugal a endividar-se em mais 20 mil milhões de euros, os números começam a fazer mais sentido.

Raquel Vaz Pinto
Raquel Vaz Pinto

Escravatura moderna e as «filhas descartáveis» do século XXI

Hoje, dia 15 de Outubro, tinha pensado comentar o que poderíamos esperar do segundo debate entre os candidatos à Presidência dos EUA. Como bem sabemos, o debate não se irá realizar e essa ausência reflecte bem os tempos complexos em que vivemos. Para quem acompanha a política internacional, hoje é mesmo um dia estranho. Por isso, decidi olhar para um tema que não debatemos o suficiente e que deveria estar na linha da frente das nossas preocupações: a escravatura moderna.

Inês Cardoso
Inês Cardoso

Regresso às aulas entre a discriminação e a "euforia social"

Dizem as estatísticas da Direção-Geral da Saúde, tratadas pela TSF, que desde o início do ano letivo o número de casos de covid-19 em crianças com menos de 10 anos aumentou 52,7%. As crianças e os jovens até aos 20 anos são as faixas etárias com as maiores subidas desde 13 de setembro. O aumento de casos é inevitável com a reabertura de escolas e universidades, mas continua a haver uma espécie de esquizofrenia e diversidade de procedimentos. Nalguns casos as restrições e exageros roçam a discriminação, enquanto noutros a falta de precaução tem contribuído para acelerar a propagação da doença.

Daniel Oliveira
Daniel Oliveira

OE: As maiorias negoceiam-se, não se exigem

Daniel Oliveira defende que não se constroem maiorias democráticas com chantagens e que, se António Costa escolheu ter um Governo minoritário, tem de procurar aliados com negociações sérias. No espaço de comentário que ocupa semanalmente na TSF, o jornalista afirmou que o Governo de Costa deu um claro sinal de arrogância ao apresentar esta proposta para o Orçamento do Estado de 2021 (OE2021), antes de chegar a qualquer acordo com outros partidos.

Paulo Baldaia
Paulo Baldaia

A Esquerda na lapela e a Direita no bolso

Com os milhões a chegarem de Bruxelas e a urgência de resolver problemas causadas pela pandemia de Covid-19, o Governo quer alterar o regime de contratação pública, aumentando os tetos para que se possam fazer ajustes diretos. Nisto, o anterior presidente do Tribunal de Contas viu riscos de "práticas ilícitas de conluio, cartelização e até mesmo de corrupção". Sabemos agora que o PS não está sozinho e conta com os mesmos de sempre para os momentos difíceis. Não, não estou a falar de Jerónimo de Sousa e Catarina Martins.

Raquel Vaz Pinto
Raquel Vaz Pinto

As fronteiras soviéticas de Vladimir Putin

Ontem, dia 7 de Outubro, Vladimir Putin fez 68 anos. Fui ao site do Kremlin ver os destaques relativos aos parabéns oficiais ao homem forte da Rússia. E, enquanto ia lendo a lista, que não tinha grandes surpresas nem mesmo em relação aos ausentes, fui reforçando a minha perspectiva relativa ao mapa de instabilidade nos vizinhos de Moscovo. Na verdade, nos territórios da antiga União Soviética e que hoje, por um conjunto muito diverso de razões, são focos de conflitos e de protestos.

Inês Cardoso
Inês Cardoso

Os políticos e o exemplo

As dúvidas causadas pela infeção de António Lobo Xavier e a possibilidade de já estar com Covid-19 quando se realizou o Conselho de Estado, na semana passada, puseram a nu alguma falta de clareza e sobretudo dificuldade de comunicação de princípios e normas por parte da Direção-Geral da Saúde (DGS). Uma dificuldade que contribui para que ainda hoje, mais de meio ano após o surgimento de casos em Portugal, continue a haver confusão entre isolamento profilático e vigilância de contactos, ou quanto aos procedimentos a seguir e testes a efetuar ou não nos diferentes casos.

Rodrigo Tavares
Rodrigo Tavares

Porque é que não se discute a política externa portuguesa?

A política orçamental de qualquer governo português, liderado por qualquer partido, é dissecada por inumeráveis analistas e comentadores. O mesmo com saúde, educação e tantas outras políticas públicas. A exceção é a política externa. A comunicação social portuguesa conta com cerca de 10-20 comentadores regulares de temas internacionais, a maioria de perfil generalista que analisa os temas globais que entram na roda da imprensa diária. Mas dificilmente usam o bisturi para dissecar as ações internacionais do próprio país.

Inês Cardoso
Inês Cardoso

As tatuagens de quem usa farda

O objetivo é eliminar barreiras de comunicação e expressões discriminatórias nas Forças Armadas. Para isso foi emitida uma diretiva que determina o uso de linguagem inclusiva e dá exemplos diretos e simples de como mudanças subtis podem fazer toda a diferença. A iniciativa insere-se no âmbito do plano setorial da Defesa Nacional para a Igualdade 2019-2021 e é parte de um caminho mais vasto para assegurar que se investe na formação e reflexão sobre este tema.