Destaques

Mais Opinião

José Cutileiro

Notre-Dame e o resto

O Presidente Macron fez o que pôde para trazer o Papa Francisco a Paris no rescaldo do incêndio de Notre Dame mas o Papa que não só não é italiano mas tampouco é europeu, não se deixou convencer. Se tivesse vindo ajudaria talvez também a fazer esquecer em peitos fieis franceses as suas manifestações de amizade por Cardeal francês, compincha de longa data que muito o ajudou a subir ao trono pontifício, condenado há pouco em primeira instância em tribunal francês por ter protegido padre pedófilo, que Francisco recebeu em Roma recusando-se a aceitar a sua demissão (há apelo e há presunção de inocência, sublinhou o Vaticano). Macron, que precisará de legitimidade quase divina para conquistar de novo legitimidade eleitoral, há de ter ficado desapontado (decidira fazer-se baptizar aos 12 anos contra a opinião de pai livre-pensador; ultimamente diz-se que pende para o agnosticismo mas o ponto evidentemente não é esse - é a política: trazer o Papa a Paris teria aumentado a sua cota na França profunda e na outra).

Pedro Pita Barros

TAP e prémios de mérito, prenúncio de discórdias futuras?

A TAP andou no centro das atenções da semana, não pelos atrasos ou pela abertura novas rotas, mas pela distribuição de prémios a alguns, poucos, trabalhadores. Da divulgação pública desses prémios resultaram diversos embaraços e explicações, sendo o ponto de preocupação mais comum a distribuição de prémios de elevado montante numa empresa com maioria de capital público que deu prejuízo avultado no ano anterior.

Fernando Ribeiro

Ser Político

Quando entro nos estúdios da TSF sou recebido tão bem que até fico um bocado sem jeito. Não é a primeira vez que acontece, mas penso que sempre sentirei essa alegria e nervoso indisfarçável porque a TSF é a rádio que ouço todos os dias e que cá, ou lá fora me mantém bem-informado sobre o que se passa no País e no estrangeiro, nas matérias culturais, sociais, desportivas e políticas que me interessam. Atenção que ninguém me encomendou nenhum elogio, mas sempre tive a sensação, desde a primeira visita ainda no Edifício em Alcântara (com o microfone gigante cá fora), que ali se passavam, diziam e resolviam coisas importantes.