A urbanidade do 1.º ano de Biden

Hoje faz um ano desde que Joe Biden tomou posse como o 46.º Presidente dos Estados Unidos da América.

Há, desde logo, um aspeto que merece destaque e que acaba por ser um sinal dos tempos em que vivemos: o Presidente dos Estados Unidos da América voltou a um registo de urbanidade.

No entanto, apesar da mudança da forma, de estilo em muitas matérias, tais como a relação com a China, o essencial permaneceu. Também temos de destacar o reforço da presença dos EUA no chamado Indo-Pacífico. Há vários exemplos deste reforço, mas o mais mediático talvez tenha sido o Pacto entre Washington, Londres e Camberra em matéria de defesa conhecido como AUKUS.

Por outro lado, tivemos Washington presente nas negociações sobre alterações climáticas e também com o objetivo de olhando para as instituições internacionais de reformar o multilateralismo.

Dentro de casa, Joe Biden tem tido alguns êxitos tais como a sua liderança do programa de investimento federal que é considerado como "um investimento nas infraestruturas e competitividade que acontece uma só vez numa geração".

No entanto, as tensões internas e que foram o cerne do seu discurso de tomada de posse (expressões como «por fim à guerra incivil») continuam e vão ser reforçadas ao longo de 2022.

E porquê? Porque temos as chamadas "mid-term elections", ou seja, as eleições intercalares. São intercalares porque se realizam a meio do mandato do Presidente. Nestas eleições vão a votos todos os membros da Câmara dos Representantes e cerca de um terço do Senado.

São eleições importantes e, mais ainda, tendo em consideração a agitação que se vive no Partido Republicano face e à volta do antigo Presidente Donald Trump. Acresce a normalidade de termos vários políticos republicanos com ambições presidenciais e que podem ter nestas eleições uma espécie de teste.

Muito se vai jogar a nível interno e eu diria que, em relação à política externa, a esperança de um ano sem grandes problemas internacionais não vai passar disso mesmo. Infelizmente, apenas uma esperança.

Se pensarmos em Moscovo, Beijing e Bruxelas (bastam estas três) o que vemos neste primeiro mês do ano de 2022? Uma Rússia inquieta, cada vez mais inquieta, uma China assertiva e uma União Europeia à procura do seu caminho.

Vamos ter um 2022 muito, mas muito intenso.

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