Eleições francesas e equilíbrios europeus

Ontem tivemos o capítulo final de um ano eleitoral em França. Venceu a proposta do actual Presidente Emmanuel Macron, mas sem convencer a maioria dos eleitores franceses. Em segundo lugar, temos Jean-Luc Mélenchon que conseguiu arregimentar um eleitorado diverso numa coligação intitulada Nova União Popular Ecológica e Social.

E porque é que devemos prestar atenção às eleições francesas?

Uma fotografia rápida deste país ajuda-nos a compreender a sua importância: uma população total de cerca de 68 milhões, economia e forças armadas essenciais, peça crucial da União Europeia, membro do G7, da NATO e, hoje em dia, o único membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas que pertence à União Europeia.

Em termos europeus não vivemos tempos fáceis. À cabeça, como é evidente, a guerra que grassa na Ucrânia, na Europa desde 24 de Fevereiro. A Guerra começada pela Rússia está a transformar dinâmicas dentro da própria União Europeia. A forma como iremos responder a este desafio estratégico está relacionada, entre outras, com os equilíbrios políticos internos de cada estado-membro.

Neste contexto, por exemplo, face à necessidade europeia de diversificação e transição energéticas qual será a posição francesa? A resposta irá depender da relação futura entre os protagonistas políticos da democracia francesa.

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