Em 2019 como em 2014

A direita foi derrotada, sobre isso não ficou nenhuma dúvida. A derrota foi tão estrondosa ontem à noite como tinha sido há cinco anos. E o PS ganhou, como tinha ganhado em 2014. O Bloco de Esquerda trocou de lugar com o PCP como terceira força política e o PAN fez a vez de Marinho e Pinto. Demasiado parecido com o que se passou nas últimas europeias, para que vingasse a tese de que o bloco de direita (PSD+CDS) teve uma grande queda.

Não foi verdade que a uma grande vitória do PS tivesse correspondido uma queda da direita. Na verdade, a vitória por poucochinho de 2014 teve mais dois pontos percentuais nestas eleições e o bloco de direita teve mais um ponto percentual - se lhe juntássemos o resultado do Aliança seriam mais três pontos percentuais.

O que também aconteceu ontem, como tinha acontecido há cinco anos, foi o recorde, uma vez mais batido, da abstenção. Por cá, os eleitores que se cansam dos partidos tradicionais ora engrossam a fileira dos abstencionistas, ora votam em partidos da moda, mas nunca dando força à extrema-direita. Ainda bem!

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