Estabilidade política depende da estabilidade económica

António Costa garante que o povo gostou da Geringonça e prometeu lutar para a repetir, alargada ao Livre e ao PAN, mas a Geringonça morreu por iniciativa do PS. Os socialistas preferem governar à vista, contando que é praticamente impossível uma coligação negativa (votos da Direita com votos da Esquerda) para lhe reprovarem um Orçamento do Estado.

Na verdade, o governo de António Costa terá estabilidade política enquanto houver estabilidade económica. Não fica obrigado a assumir compromissos para alterar a legislação laboral, como pretendiam Bloco e PCP, nem a acelerar o ritmo de crescimento dos salários e das pensões. Os dois primeiros orçamentos serão os mais fáceis de aprovar mas, se a crise chegar ou quando a crise chegar, as contas certas que impliquem novamente restrições financeiras serão o combustível para uma oposição de Esquerda mais assertiva, que pode terminar com uma crise política.

A ausência de acordos formais à Esquerda acaba por ser interessante para Rui Rio, na medida em que esta era uma condicionante externa importante para o líder do PSD tomar a decisão de se recandidatar. Ficando espaço para condicionar a governação, quem for líder da oposição só tem de garantir que faz um percurso em que não aparece como o responsável pela crise política, quando ela acontecer.

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