Este é o rumo

A vacinação da população é o caminho certo para enfrentar a pandemia e recuperar a economia. A passo largo e firme, ao estilo militar, a inoculação dos portugueses acelerou nas últimas semanas. Junta-se ainda a boa notícia da data de 4 de julho para início dos agendamentos para maiores de 18. Na verdade só com toda a população vacinada, incluindo as crianças, poderemos respirar um pouco de alívio. Não o faremos totalmente e profundamente por sabermos dos internamentos que ainda persistem mesmo para alguns doentes cujo vírus se revelou mais forte do que a própria vacina.

Estamos ainda no trilho certo quando se dissipam dúvidas e se enfrentam os receios da vacina. Ninguém tem certezas, mas entre a decisão de tomar e não tomar a dita poção anti-Covid, optar pelo sim pode fazer a diferença entre a vida a morte, entre a restrição dos direitos liberdades e garantias e a liberdade de movimentos.

Está tudo a encontrar o trilho da esperança, do futuro. Exceto Ferro Rodrigues, presidente da Assembleia da República. Depois de, no início da pandemia, ter dito que não queria "mascarados" no parlamento (rejeitando portanto o uso de máscaras como medida protetora anti-Covid), esta semana incentivou os portugueses a irem massivamente a Sevilha para ver o jogo do Europeu, domingo, em que Portugal defronta a Bélgica.

Ferro Rodrigues desempenha um dos mais altos cargos da nação, lidera um órgão de soberania, é um histórico socialista e com experiência de governo e, como tal, não se entende como pode ter dito tal coisa, num país que figura agora entre os piores da Europa com novos casos de contágio de Covid-19 e residindo numa cidade que volta a enfrentar este fim de semana um cerco. Mais palavras para quê?

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