EUA, diplomacia e Austrália

Hoje, dia 23 de Maio, entramos no dia 89 da guerra russa na Ucrânia.

Uma das dimensões mais relevantes ao longo destes 89 dias tem sido, de facto, o envolvimento dos Estados Unidos da América. Em muitas dimensões e a vários níveis. Por exemplo, a nomeação recente de uma embaixadora de carreira com um currículo excelente e fluente em russo de seu nome Bridget Brink. É mais um sinal importante da qualidade da diplomacia de Washington, sobretudo se tivermos em consideração que o posto de Kyiv estava desocupado desde 2019 no seguimento de uma decisão controversa do então Presidente Trump.

Washington parece estar mesmo a todo o vapor no que toca à sua diplomacia. Se olharmos para a região do "Indo-Pacifico" os últimos tempos são prova disso mesmo: cimeira com os países do Sudeste Asiático, nos últimos dias visita à Coreia do Sul e agora ao Japão, onde o Presidente Biden vai ainda participar numa cimeira do chamado Quad, ou seja, para além dos EUA e do Japão estarão presentes a Índia e a Austrália. Aliás, sobre este último país do qual falamos tão pouco gostava de destacar que temos novo primeiro-ministro, o trabalhista Anthony Albanese, no seguimento das eleições neste fim de semana.

Estamos a falar de um país, a Austrália, com cerca de 26 milhões de habitantes, um território imenso, uma posição geográfica muito especial e uma tradição militar sólida, relevante e importante. Em termos de política externa e pelo menos para já, não parece que vamos assistir a qualquer ruptura na relação com os EUA ou, mais especificamente, no pacto de defesa juntamente com Washington e Londres conhecido como AUKUS. Nesse sentido, são boas notícias para Washington em detrimento de Beijing.

A competição entre os EUA e a China vai de vento em popa e o Indo-Pacífico é uma peça crucial. Tal como o impacto da Guerra feita por Moscovo.

Uma boa semana a todos.

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