Fim de época: do Afeganistão à Ucrânia

Chegámos ao fim de mais uma época desta Opinião sobre política internacional e o mínimo que posso dizer sobre esta segunda época é que foi uma viagem muito intensa.

Começámos com o Afeganistão e, em especial, com a retirada calamitosa dos EUA no final do Verão de 2021. Voltámos a falar sobre os Talibãs e tudo o que este regresso implicou e implica na vida da sociedade afegã e, como é evidente, para as meninas e mulheres afegãs.

Foram, aliás, a minha escolha para figura do ano de 2021 e como era tão previsível o seu acesso à educação continua a ser uma ilusão, uma miragem.

Entre tantos temas e continuando a viver em contexto pandémico, olhámos para o primeiro ano da Administração Biden e a enorme qualidade profissional da sua equipa, demos atenção às relações entre os EUA e os seus aliados como é o caso do Japão, à transição de poder na Alemanha entre Angela Merkel da CDU e Olaf Scholz do SPD, sem esquecer Xi Jinping e a sua República Popular da China ou a Índia de hoje e os seus desafios internos. Mais ainda, olhámos para as escolhas que muitos países e regiões tais como o Sudeste Asiático terão de fazer entre Washington e Beijing.

Mas, a partir de 24 de Fevereiro o nosso radar passou a ser o da Guerra. A invasão da Ucrânia foi e é brutal. Hoje, dia 18 de Julho, estamos no dia 145 da Guerra.

A destruição da Ucrânia, os milhões de refugiados e deslocados internamente estão à vista de todos.

Bem como a tenacidade de uma nação que não se quer render e que encontrou no seu Presidente uma voz à altura. Zelensky é, sem dúvida, o líder que marca o ano de 2022.

O que está a acontecer no território ucraniano tem um alcance, um impacto que ainda não conseguimos descortinar na sua plenitude. Mas, do ponto de vista institucional, há um aspecto muito relevante: o reforço da União Europeia e da NATO enquanto comunidades políticas.

Quem diria, entre vários desenvolvimentos, que estaria a decorrer o processo de ratificação pelos Estados-Membros da NATO para a adesão da Finlândia e da Suécia?

É mesmo, quem diria.

Depois do Verão há, entre outros, eleições no Brasil e o 20º Congresso do Partido Comunista da China, bem como eleições nos EUA.

Desejo a todos um bom Verão e Boas Férias.

A autora não segue as novas do novo acordo ortográfico

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