Quando o fisco veste farda

A crónica desta semana começa com uma coincidência. Daniel oilveira recorda os temas que marcaram a atualidade nos últimos dias: a recusa do Banco de Portugal em divulgar os nomes dos grandes devedores à banca e a penhora do fisco na estrada.

Para o comentador, o que aconteceu numa rotunda de Valongo "é um cartaz de propaganda contra a política que se faz sozinho".

"A imagem de um Estado que se coloca na estrada para penhorar carros de contribuintes, enquanto deixa um Berardo que diz só ter uma garagem para exibir a sua fortuna não precisa de qualquer discurso populista para funcionar", afirma, sublinhando as duas facetas do Estado.

No habitual espaço de comentário na TSF, Daniel Oliveira defende um combate "eficaz" na fuga ao fisco. "O mau comportamento do rico não desculpa o esquema do pobre."

Mas o comentador conclui, entendendo que o que aconteceu em Valongo, e que levou à demissão do diretor de finanças do Porto, foi "um abuso de poder, um desrespeito pelos cidadãos".

"Choca-me tanto ver o fisco acompanhado por polícias armados a cobrar impostos automóveis no meio da rua, como ver o fisco usar o seu poder excecional para cobrar portagens de concessionárias privadas", remata.

Texto: Guilherme de Sousa

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