Justo reconhecimento

"Na qualidade de encarregada de educação do aluno ..., estudante na EB ... - Agrupamento..., venho por este meio elogiar o profissionalismo do professor ... Ao longo de dois anos, período em que acompanhou o meu educando (3.º e 4.º ano), o professor... demonstrou ser um profissional bastante competente, denotando elevada capacidade, não só ao nível da transmissão de conhecimentos, mas pela forma como se dedicou e estimulou a aprendizagem, contribuindo de forma exemplar na formação académica e pessoal do ...

A disciplina que me foi possível percecionar nas aulas de ensino à distância, evidencia o esforço e a atenção individual que dá a cada aluno, fomentando o respeito, a confiança e o sentido de responsabilidade, mesmo quando se permite que os alunos o tratem por "tu".

Pelo exposto, enalteço o empenho do professor..., não deixando de fazer referência à escola onde leciona, a qual correspondeu também aos nossos anseios, relevando a importância social que desempenha, antecipando que as relações que mantivemos nos deixarão muitas saudades."

O breve texto acima transcrito reproduz as palavras de agradecimento, sincero, de uma encarregada de educação ao professor do seu filho, no final do ano letivo passado, correspondendo também ao término do ciclo de ensino, uma etapa fulcral de transição e de prossecução de estudos.

Não raras vezes, o reconhecimento do trabalho de excelência dos professores é expresso pelos pais em missivas que enfatizam a marcada satisfação pelo profissionalismo de quem se empenha na sua função, faltando à classe docente demonstrações efetivas de distinção e enaltecimento da carreira que abraça.

A tutela tem como obrigação atender aos justos anseios dos docentes!

O gesto desta mãe, em consonância com os de tantos outros encarregados de educação, deverá ter eco na atuação dos governantes, na proporção das responsabilidades que lhes são conferidas.

Urge fazer mais e melhor, implicando não só afirmar a ação dos professores que continuam, à distância, a revelar desempenhos de excelência, mas que a existência de um modelo de avaliação ímpio e revoltante não os permite validar e, por conseguinte exige alteração. É necessário, também, reconhecer o imenso trabalho burocrático inerente à profissão, diminuindo-o, e igualmente rever o número elevado de alunos por turma e de turmas por professor que criam desmotivação e o cansaço extremo (burn out) que a profissão convoca.

Tenho esperança na valorização e dignificação da carreira docente.

Filinto Lima é professor e diretor

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de