Livres disto tudo

A 3.ª fase do desconfinamento, anunciada detalhadamente pelo governo, concretizar-se-á na próxima 2.ª feira, contemplando o regresso dos alunos do Ensino Secundário e Ensino Superior em todos os concelhos, sem exceção, com as escolas e as universidades preparadas para receber, desta feita, os seus alunos e professores em regime presencial.

Nos estabelecimentos de ensino vivem-se momentos de esperança e entusiasmo, sentimentos também partilhados pelos alunos mais velhos, em casa desde 23 de janeiro, e afirmados na enorme vontade de regressar ao local que lhes suscita saudade e apreço.

Em pleno 3.º período, ampliado por força das sucessivas limitações impostas pela pandemia, as aprendizagens dos alunos vão sendo realizadas com a orientação e o apoio próximo e atento de professores perseverantes.

Este fim de semana é, claramente, marcado pela vacinação do pessoal docente e não docente dos 2.º e 3.º ciclos e secundário - cerca de 170.000 profissionais - após o adiamento da data inicialmente definida, em resultado da necessidade de alteração da vacina a inocular.

A par desta iniciativa, continua a decorrer nas escolas a testagem em massa, estendida aos alunos mais velhos que optarem por o fazer, duas ações de extrema importância que contribuem para o garante de uma maior confiança em locais assaz seguros.

Estas aspiram trabalhar com tranquilidade, requerendo ao governo e à oposição que não façam tábua rasa da sua curta autonomia, tão pouco coloquem obstáculos no caminho dos que dispensam politiquices.

Se este é o tempo da ciência, é, inequivocamente, também o momento preciso para a celebração de um pacto na Educação, de pacificação e conciliação, por forma a que a vida nos estabelecimentos de ensino decorra sem atropelos, conflitos e desconsiderações, chegando já os danos causados pela pandemia quer ao nível das aprendizagens, quer no tocante à saúde mental e emocional.

Apesar da luz ténue que se vislumbra no final do túnel, o percurso é ainda longo, estando os profissionais da educação plenamente cientes de que não devem baixar a guarda, o mesmo se exigindo à sociedade em geral. Conseguirá esta dar resposta positiva?

De modo a ultrapassarmos este mal que nos assola, devemos reforçar o cumprimento das regras e adotar procedimentos protetivos e pró-ativos que nos permitam continuar a viver numa "normalidade" cautelosa e reinventada a cada passo do caminho, aplacando a propagação do vírus.

As escolas necessitam da paz e da estabilidade que lhes permitam trabalhar em prol do sucesso e bem-estar de todos as suas crianças, jovens e profissionais. Não sendo um favor que lhe fazem, será reconhecido e deveras bem-vindo!

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