Nervos de aço, precisam-se!

Depois de Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu, ter admitido uma subida das taxas de juro, agigantam-se agora os receios sobre o ritmo de subidas das taxas pela Reserva Federal dos Estados Unidos.

A FED poderá seguir uma estratégia mais ousada do que o previsto com aumentos cumulativos de 100 pontos-base até 1 de julho.

Enquanto na Europa a incerteza sobre a dimensão e o impacto do problema ainda paira - ainda ontem Lagarde afirmou que uma precipitação "não seria boa para ninguém" -, para os americanos - que são responsáveis da FED - a dúvida já não é se vão aumentar as taxas, mas sim em quanto as vão subir. A decisão poderá ser conhecida ainda antes da próxima reunião de política monetária, marcada para o próximo mês.

O índice de preços tem subido em flecha. A inflação está a tornar-se uma preocupação transversal a todo o Atlântico Norte. Em jeito de fuga para a frente, a Reserva americana admite não apenas um, mas um conjunto de aumentos das taxas de juro. Para a FED é importante estancar já o problema e não deixá-lo avançar para além da primavera.

Na Europa a escalada de preços também está a crescer e, com isso, acentua-se a perda de poder de compra das famílias. Se a tempestade já era perfeita com o elevado valor das matérias-primas, da energia e dos fretes, agora fica mais que perfeita com a subida das taxas de juro e a tensão Rússia-Ucrânia, que já está a destabilizar os mercados financeiros. Nervos de aço para o arranque de 2022, precisam-se!

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