Novos normais e velhos receios

Boa tarde. Vem aí a segunda fase do desconfinamento, com regras novas e vários setores a reabrir as portas. Há confiança mas há também muitos receios. Vamos aos números do dia.

Os números mais recentes

São já 1190 mortos devido à Covid-19 em Portugal, até ao momento. Nas últimas 24 horas registaram-se mais seis vítimas mortais. O número de infetados é agora de 28.583. A taxa de recuperados aumentou 90%.

Espanha voltou a ver descer o número diário de mortes nas últimas 24 horas. O país vizinho registou, até ao momento, 27.459 óbitos e mais de 230 mil infetados.

O Reino Unido registou mais 384 mortes nas últimas 24 horas e o número de infetados aumentou para os 236.711.

Os Estados Unidos superaram os 85 mil mortos - mais 1754 de ontem para hoje - e aproximam-se perigosamente de um milhão e meio de infetados.

A contabilidade mundial aponta já para mais de 300 mil mortes, 80% das quais na Europa e nos Estados Unidos.

O que se passa no terreno

Por cá, a criança com doença semelhante à síndrome de Kawasaki já teve alta hospitalar, anunciou Graça Freitas, a diretora-geral da saúde.

Em toda a Europa a doença inflamatória atinge já 230 crianças com Covid-19.

Com o regresso às salas de aula marcado para a próxima segunda-feira, o ensino especial garante que não tem condições nem meios para reabrir no dia 18.

O que a política está a fazer...

A reabertura das escolas é, precisamente, um dos passos mais importantes que o país se prepara para dar.

O primeiro-ministro e o ministro da Educação andaram hoje a ver os preparativos para essa reabertura e Costa avisou que este 3.º período vai ser essencial para preparar o próximo ano letivo.

Já a Fenprof alerta para a "imprudência" do Governo na forma como as escolas vão voltar a abrir portas.

Neste último dia da semana, o Governo está a ultimar a legislação necessária para o novo normal que o país vai viver a partir de dia 18. É a segunda fase do desconfinamento que deve trazer já as regras, por exemplo, para a reabertura das praias.

...e como tudo isto mexe com a economia

Era um "desastre" anunciado: a economia portuguesa caiu 2,4% no primeiro trimestre do ano e em comparação com o mesmo período do ano passado.

A Confederação da Indústria Portuguesa propôs, entretanto, ao Governo uma espécie de "bazuca portuguesa", que na prática significa injetar muito dinheiro nas empresas.

Já a Confederação do Comércio diz que um perdão das rendas já seria uma grande ajuda.

Os números que vão chegando dos vários setores da economia são, todos eles preocupantes: a gestão de voos em Portugal, por exemplo, caiu 94% em abril.

Só a Ryanair anunciou o despedimento de 250 trabalhadores, dos 19 mil que tem em todo o mundo.

E, naturalmente, que se não há voos, também não há turismo: a pandemia provocou o cancelamento de quase 80% das reservas.

No futebol, o Sporting decidiu prolongar o lay-off por mais um mês.

Informações que lhe podem ser úteis

Podemos ir à praia? As regras ainda não são todas conhecidas, mas já se sabe que a entrada no areal vai ser controlada por bandeiras e vai até ser criada uma aplicação para nos ajudar a saber quando e como podemos ir.

Nem todos os lares vão reabrir as visitas na próxima semana. E a explicação está aqui.

E se nunca for encontrada uma vacina contra o novo coronavírus? O cenário assusta os líderes mundiais.

Sugerimos ainda que...

A opinião hoje tem a assinatura do Paulo Baldaia e é ainda sobre a polémica em torno do Novo Banco.

Porque hoje é sexta-feira temos um "Concerto de Bolso": esta semana é com os "Janeiro".

E o Bloco Central, com o Pedro Adão e Silva e o Pedro Marques Lopes. Temos muito para "desfiar" esta semana.

E, claro, nunca falha, o "Tubo de Ensaio", com o Bruno Nogueira e o João Quadros. Hoje, sobre o "tiro ao Centeno".

Já agora, não se esqueça que, na próxima segunda-feira, a TSF entrevista o primeiro-ministro, António Costa. É às 9H da manhã, em direto.

Aproveito para lhe dizer que esta é a última Newsletter da TSF especificamente dedicada à Covid-19. Foram quase 40 durante todo o período de confinamento, para levar até si o essencial da informação sobre a pandemia que nos mudou a vida.

Pela nossa parte, aqui na TSF, vamos continuar a informá-lo diariamente na TSF e em tsf.pt, sem hora marcada porque as notícias também não a têm.

Foi um prazer.

Continue connosco.

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