O encontro de um oceano de promessas por cumprir

O mundo gosta de falar e, acima de tudo, de se fazer ouvir. Criam-se grandes narrativas, enchem-se plateias, discute-se muito, gastam-se quilos de papel em estudos diagnósticos, mas na hora H pouco ou nada é feito.

É assim em várias áreas sociais, políticas e económicas e em matéria de defesa dos Oceanos não tem sido exceção. No final deste mês, espera-se que a Conferência dos Oceanos das Nações Unidas, que se realiza em Lisboa seja mais do que um grande encontro de palestrantes, decisores e opinion makers. As decisões ao nível político e económico urgem.

A celebração do Dia Mundial dos Oceanos teve origem na Conferência da ONU sobre Ambiente e Desenvolvimento, que se realizou no Rio de Janeiro, em 1992. Muitos países celebram a data, incluindo Portugal, evidenciando a importância dos oceanos no clima e na biosfera.

Este ano o tema eleito pela ONU é Revitalização: Ação Coletiva para o Oceano. No ano passado, o escolhido foi Os oceanos: vida e subsistência; em 2020 foi Inovação para um oceano sustentável. Títulos inspiradores, mas, infelizmente, pouco mobilizadores.

Os oceanos são o principal regulador de temperatura do planeta ao absorverem mais de um quarto do dióxido de carbono libertado pelas atividades humanas. São, por isso, o nosso termómetro fundamental. Não cuidar é o mesmo que hipotecar o futuro.

Se juntarmos às alterações climáticas, a forma como o ser humano tem inundados os oceanos de lixo, inclusive de plástico e de máscaras anti-covid-19, está na hora de emitir um SOS.

Nenhum país terá, certamente, a veleidade ou os recursos para salvar os oceanos sozinho. Só um compromisso global trará resultados, mas o exemplo deve começar dentro da nossa casa, do nosso país. O potencial está lá, mas, como diz um dos presentes no encontra - o ministro da Economia e do Mar, António Costa Silva - "falta fazer acontecer".

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