Orgulho educacional

As receções dos alunos realizaram-se com emoções à flor da pele e muitos sorrisos no reencontro, cientes de que, a partir da próxima 2.ª feira, a totalidade dos alunos estará em contexto de escola a realizar as aprendizagens, a socializar e a crescer, garantindo as competências e os valores que os preparam para o futuro.

O novo normal está bem patente neste regresso à escola, aliviando a comunidade dos constrangimentos impostos pelas regras e procedimentos ditados pela COVID-19, substituídos, presentemente, por maior responsabilização de todos, num convívio que se deseja sadio e mais informado, decorrente das lições que a pandemia nos trouxe. As escolas darão o seu melhor para que tudo decorra natural e harmoniosamente.

A marcar a abertura do ano letivo chega-nos o reconhecimento internacional das boas práticas da Escola Pública portuguesa em duas áreas específicas: a Educação Inclusiva e a Qualidade do Sistema Educativo. Já tendo abordado sumariamente estes tópicos, nunca é demais relembrá-lo, dado ser essencial que os recomeços sejam brindados com notícias positivas.

Com epicentro em Vila Nova de Gaia, ao longo do próximo dia 19 (2:º feira), uma equipa de 4 elementos da TV Nacional Belga documentar-se-á in loco sobre o modelo de inclusão preconizado em Portugal, recolhendo testemunhos junto dos diversos elementos da comunidade educativa que integrarão um peça jornalística transmitida em finais do mês de setembro. A UNESCO aponta o nosso país como um exemplo de boas práticas no que diz respeito à Educação Inclusiva, o que despertou a curiosidade extra fronteiras. Poderia ser noutra qualquer escola e noutro qualquer concelho do país, pois quer professores e diretores, quer autarcas são sensíveis à especificidade de cada criança e aluno, contribuindo incondicionalmente com medidas adequadas para que se sintam parte de um todo, sejam felizes e atinjam os seus potenciais.

Conhecer a qualidade do sistema educativo e os seus notáveis progressos (decréscimo para 5% a taxa de abandono escolar, como mero exemplo), constatar a perceção que trabalho de qualidade realizado pelas escolas, a pertinência dos projetos desenvolvidos e a abordagem positiva do desenvolvimento curricular são alguns dos objetivos que mobilizaram 70 diretores de escolas e responsáveis políticos de Liubliana e da Eslovénia a deslocar-se, em meados de outubros, ao nosso país. Vila Nova de Gaia será, de novo, o palco principal desta importante visita de 3 dias, que contempla a deslocação a diversas escolas, grupos e salas de aula, por forma a validarem as expectativas que trazem consigo.

Não devemos permitir-nos embandeirar em arco, pois ainda há (haverá sempre!) muito a fazer pelo e no sistema educativo nacional, e o reconhecimento do trabalho desenvolvido diariamente por docentes e autarcas nas suas comunidades é louvável, principalmente quando se manifesta de modo altruísta e genuíno, sempre no melhor interesse das suas crianças e jovens.

A Educação em Portugal necessita de investimento mais robusto, e este desiderato deverá estar bem expresso no próximo Orçamento de Estado (neste momento a ser preparado), de modo a serem também valorizados e incentivados o empenho e a dedicação dos nossos alunos, que acompanham a dos nossos resilientes professores.

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