Mais Opinião

Paulo Baldaia
Paulo Baldaia

Campeões na educação. Pode ser?

Num país em que o combate à Covid-19 nos coloca atualmente nos piores lugares do ranking europeu, depois de termos sido elogiados em vários órgãos de comunicação social do mundo inteiro pela excelência do nosso combate, o novo milagre tem um preço a pagar. É caro? É barato? Não sabemos, ninguém nos diz que cláusulas estão no contrato. A Champions será jogada em Lisboa, num formato parecido com um Europeu de clubes, e só esta insistência num centralismo que reduz um país à sua capital já representa um preço significativo.

Inês Cardoso
Inês Cardoso

Imigração. A solução para crescermos

Pela primeira vez na última década, o número de pessoas que vive em Portugal aumentou em 2019 - quase mais 20 mil habitantes do que no ano anterior. Não porque tenha havido mais nascimentos. Pelo contrário, voltaram a cair e as mulheres têm o primeiro filho cada vez mais tarde: quase aos 30 anos, em média dois anos depois do que acontecia há dez anos. A inversão de tendência acontece porque mais imigrantes escolheram o nosso país, ao mesmo tempo que a saída de emigrantes diminuiu, encontrando-se aqui a principal explicação para o resultado positivo. Lisboa está em primeiro lugar na fixação de estrangeiros, mas o número aumentou em todo o país, o que mostra um contributo de novos residentes que se reflete em todo o território.

Rodrigo Tavares
Rodrigo Tavares

Que estátuas erguidas hoje derrubaremos daqui a cem anos?

Qualquer ação humana, dos gestos mais heroicos aos trejeitos mais terrestres, só pode ser entendida se inserida num código cultural específico. É por intermédio dessa compilação de normas, leis e valores que estabelecemos a motivação, que procedemos à execução e que julgamos a consequência. Esses filtros são sensíveis à geografia e principalmente ao tempo. Em constante transformação, mesmo que lenta, são o resultado do embate de diversas forças presentes em cada sociedade.

Ensinar, acolher, alimentar e cuidar!
Filinto Lima*

Ensinar, acolher, alimentar e cuidar!

"Pedem-se gestos solidários e atitudes altruístas, que reflitam o elevado sentimento humanista e as qualidades nobres que caracterizam os portugueses, vincados na e pela EscolaPública, um orgulho para o país, que instruiu aqueles que neste momento lideram o combate a um novo e assustador "Adamastor". Saibamos fazer desta experiência a oportunidade para revitalizar a nossa natureza intrínseca, distintiva de um povo com uma alma enorme que enobrece esta "Nação valente e imortal". A Escola Pública será uma luz a iluminar o caminho da recuperação!" Filinto Lima, in TSF, 15.03.2020

Anselmo Crespo
Anselmo Crespo

O país do "desenrasca aí"

Numa entrevista recente à TSF, António Costa Silva foi certeiro na definição do povo português: "Absolutamente extraordinário nas crises e medíocre no regresso à normalidade". É o retrato perfeito da forma como está a decorrer este desconfinamento em plena pandemia - com milhares de pessoas na rua, de máscara no pescoço a amontoarem-se nos cafés, como se nada se estivesse a passar -, mas é também a melhor metáfora para a forma como nas últimas décadas o país foi respondendo às crises que foram aparecendo.

Inês Cardoso
Inês Cardoso

Mário Centeno em contagem decrescente

Não há qualquer motivo para surpresa na saída de Mário Centeno do Governo. Era um desfecho anunciado e o ministro das Finanças já contava os dias para encerrar o ciclo governativo - 1664 dias no total, sublinhou, com precisão matemática. Pode apenas surpreender o dia escolhido para o anúncio, exatamente o de aprovação do Orçamento Suplementar, mas António Costa tem demonstrado capacidade de surpreender no timing das alterações à sua equipa, antecipando-se a boatos e previsões.