Destaques

Mais Opinião

Pedro Pita Barros

TAP e prémios de mérito, prenúncio de discórdias futuras?

A TAP andou no centro das atenções da semana, não pelos atrasos ou pela abertura novas rotas, mas pela distribuição de prémios a alguns, poucos, trabalhadores. Da divulgação pública desses prémios resultaram diversos embaraços e explicações, sendo o ponto de preocupação mais comum a distribuição de prémios de elevado montante numa empresa com maioria de capital público que deu prejuízo avultado no ano anterior.

Fernando Ribeiro

Ser Político

Quando entro nos estúdios da TSF sou recebido tão bem que até fico um bocado sem jeito. Não é a primeira vez que acontece, mas penso que sempre sentirei essa alegria e nervoso indisfarçável porque a TSF é a rádio que ouço todos os dias e que cá, ou lá fora me mantém bem-informado sobre o que se passa no País e no estrangeiro, nas matérias culturais, sociais, desportivas e políticas que me interessam. Atenção que ninguém me encomendou nenhum elogio, mas sempre tive a sensação, desde a primeira visita ainda no Edifício em Alcântara (com o microfone gigante cá fora), que ali se passavam, diziam e resolviam coisas importantes.

Pedro Pita Barros

Duas sugestões para mudar a imagem do "arrastão fiscal"

Na semana que passou dois acontecimentos, olhados em conjunto, merecem um comentário e duas sugestões. Os dois acontecimentos são o "arrastão fiscal" realizado em Valongo e a recusa do Banco de Portugal em fornecer os nomes dos grandes devedores ao sistema bancário. No caso do "arrastão fiscal", a sensação de desproporcionalidade (aliás, reconhecida pelo Ministério das Finanças) gerou sobretudo um sentimento de "força perante os fracos". O episódio do Banco de Portugal criou um desconforto não tanto pelo interesse de saber quem deve o quê, mas de essas dividas estarem a ser cobertas por apoios públicos financiados por impostos.