Mais Opinião

Anselmo Crespo
Anselmo Crespo

Das polémicas estúpidas e do que elas provocam

Nas últimas duas semanas, dei por mim, várias vezes, a tentar encontrar um racional para a polémica que se levantou com as cerimónias do 25 de Abril na Assembleia da República. Entrevistei, comentei e analisei o tema, porque a atualidade assim o exigia, mas, verdadeiramente, nunca consegui encontrar motivo que justificasse tão acalorada discussão em torno de um assunto que tinha, a meu ver, solução muito fácil. E que até representava uma excelente oportunidade.

Paulo Baldaia
Paulo Baldaia

Vencer o medo com a inteligência

Muito do sucesso no combate à Covid-19 terá sido conseguido porque o medo de ser contagiado se impôs e os portugueses cedo recolheram ao confinamento que o Estado nunca impôs como total. O pior que nos podia acontecer agora é que esse medo fosse vencido pelo cansaço de estar preso em casa ou pelo medo de perder o emprego. Devemos regressar à normalidade possível porque esse é o melhor caminho para garantir que vamos continuar a ter o sucesso relativo que temos conseguido.

Anselmo Crespo
Anselmo Crespo

Vá para fora cá dentro. Estado de emergência parte III está aprovado

Boa tarde. O Parlamento aprovou hoje o prolongamento do estado de emergência, ainda que o decreto presidencial preveja já o alívio de algumas restrições. António Costa pede aos portugueses que façam férias cá dentro, para ajudar o país. Entretanto, o mundo perdeu Luís Sepúlveda para o novo coronavírus. O escritor chileno, de 70 anos deixa-nos uma obra imensa e o exemplo de que há causas pelas quais vale mesmo a pena lutar. Vamos aos números que contam a história desta quinta-feira.

Anselmo Crespo
Anselmo Crespo

Criminosos de guerra

Bem sei que estamos todos - ou quase todos - focados no combate à pandemia, a lutar pela vida e, ao mesmo tempo, a tentar salvar o que podemos da economia mundial. Bem sei que tudo o que enfrentamos é novo e que o desconhecido nos obriga, muitas vezes, a cometer erros. Que esses erros são humanos. Mas a forma como alguns líderes políticos têm lidado com a crise das nossas vidas devia ser considerada crime de guerra. Porque é uma guerra que estamos a travar. E porque "condenar" à morte ou à ditadura milhões de pessoas, com tamanha leviandade, só pode ser considerado criminoso.

Inês Cardoso
Inês Cardoso

O preço de recuperar alguma liberdade

Sabemos que em qualquer crise as camadas mais desprotegidas da população são as primeiras a sentir o impacto. As evidências de que o encerramento parcial de atividades económicas está a afetar mais quem tem salários baixos começam a ser traduzidas em estudos que nos dão indicadores concretos disso mesmo. Ontem foi conhecido um da Universidade Católica que confirma as assimetrias do impacto económico da pandemia. A perda de rendimentos é maior entre quem ganha menos de 1000 euros: 43% dos trabalhadores com esse rendimento foram afetados, enquanto a média global é de 36,8%.