PSD precisa de um abanão

Rui Rio é claramente favorito na corrida à liderança e até os maiores apoiantes de Luís Montenegro apostam que Rio acabará por suceder a Rio. Por um voto se ganha, por um voto se perde, mas percebe-se que o líder peça uma vitória que deixe a larga distância os adversários. As ameaças de Carreiras espelham a vontade de muitos dos que só sabem que não querem que Rio ganhe, qualquer um serve: Santana Lopes, Pinto Luz, Luís Montenegro... A imagem que o PSD dá de si próprio é muito pouco abonatória, as regras foram mudadas para impedir sindicatos de votos, mas as acusações de chapeladas continuam a existir.

Um partido que, não tendo tido um só momento de tranquilidade desde que Rio foi eleito, vive com a ameaça de não ter sossego se os militantes o reconduzirem. Não é aceitável a chantagem, mas parece certo que o PSD viveria com menos tormenta se fizesse a vontade aos que sonham mudar de líder. O pesadelo de não o conseguirem fazer, derrotados por um líder que perdeu, de forma clara, eleições Europeias e Legislativas, transformar-se-á numa tempestade. O PSD continuará a viver em grande estabilidade, a não ser que ganhe Montenegro ou que, ganhando Rio, o murro na mesa seja tão forte que retire a vontade à oposição interna de continuar a minar a afirmação política do partido e do seu líder.

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