Ranking Covid-19?

A última semana foi fértil em notícias sobre a pertinência da elaboração e divulgação do mapeamento dos casos Covid nas escolas portuguesas.

Sem critério, primando a ausência de contexto, e com objetivos opacos, alguns dos defensores de uma espécie de ranking de escolas, dos quais se dizem contra, sinalizaram aquelas onde foram testados positivo alunos, professores ou funcionários. O que motivará esta ação?

As escolas, lugares seguros, informam devidamente os encarregados de educação, com total transparência, numa tentativa, até ao momento conseguida, de comunicar sem alarmar. É obrigação reportar as ocorrências, cuja destinatária é a Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares que, reencaminham os respetivos dados à Direção-Geral da Saúde (DGS). Na verdade, os ministérios da Educação e da Saúde são os principais interessados no conhecimento dos valores facultados, legitimando as decisões tomadas com vista a travar o alastramento da pandemia.

Os estabelecimentos de ensino fornecem uma excelente resposta, graças ao comportamento, globalmente positivo, dos elementos das comunidades educativas, ao contrário do relatado no exterior. Este exemplo merece o maior dos elogios, aumentando a responsabilidade de todos, na manutenção, o mais possível, do regime de ensino presencial, prevendo sempre o ensino não presencial quando alguma turma ou aluno confinar.

Nem sempre as atualizações das orientações aplicadas em contexto escolar, provenientes da DGS, são devidamente entendidas, aconselhando-se explicação pública, para melhor compreensão geral, em especial aos encarregados de educação - cuja apreensão tende a aumentar dia após dia, principalmente quando ocorrem alterações substanciais.

Num momento em que só a incerteza é certa, orgulhamo-nos da resposta positiva da Escola, devendo continuar a merecer a confiança de todos.

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