Regresso a uma nova normalidade

Num mês em que o país vai a banhos, as notícias internacionais são divulgadas em crescendo e, esta semana, a Educação permanece em destaque quer pelas juntas médicas prometidas para as situações de mobilidade por doença dos professores, pelas candidaturas ao ensino superior, com o número de candidatos a constituir-se o maior de sempre, quer pela ausência de medidas anticovid-19 nas escolas, a partir de setembro.

Considero ser importante retomar este último tema, atendendo à previsão de um ano letivo de regresso a uma nova normalidade.

Desde março de 2020, o processo de ensino-aprendizagem e os relacionamentos interpessoais revelaram-se bastante árduos para as comunidades educativas, louvando-se a atitude irrepreensível dos alunos e dos professores, a par da dos técnicos especializados, assistentes técnicos e operacionais, que disponibilizaram um apoio extraordinário, mas também as autarquias, sempre atentas às necessidades das escolas em auxílio constante, o movimento associativo de pais e encarregados de educação, que de forma exemplar foi um aliado fulcral...e todos/as, que, individual ou coletivamente, contribuíram para superar da melhor forma constrangimentos nunca anteriormente vivenciados.

Os planos de contingência construídos pelas escolas, tendo em conta as suas realidades e os contextos singulares em que se inserem, revelaram-se determinantes no combate à propagação do vírus, e o cumprimento escrupuloso das respetivas regras e procedimentos foi fundamental, assumido com um exemplo construtivo apresentado à sociedade. As escolas, neste particular, estiveram sempre à frente em relação ao que ocorria no seu exterior, sendo em diversas situações vítimas dos excessos consubstanciados em inúmeras atitudes desrespeitadoras da sã convivência social.

Globalmente, considero que Portugal superou com nota positiva, até ao momento, esta duríssima prova de fundo, devendo aprender com alguns ensinamentos retirados de reações seguras e assertivas às adversidades que foram emergindo, das quais destaco duas: continuação do reforço da higienização e realização de reuniões online.

Os diferentes espaços das nossas escolas, anteriormente ao período COVID-19, já eram alvo de limpeza diária e higienização mais aprofundada sempre que necessária. Contudo, a sensibilização efetuada contribuiu para a adoção de novas rotinas no nosso dia a dia, mudando até mesmo hábitos e atitudes, observando-se o recurso frequente e generalizado à desinfeção das superfícies, das mãos, dos utensílios e instrumentos de trabalho, sem esquecermos a etiqueta respiratória.

O ensino a distância, principalmente no não superior, era algo de inimaginável, pelo facto de se apresentar como ... estranho e falível! As aulas online decorreram com copiosas limitações, minimizadas por todos quantos cedo se perceberam que a vida não podia parar. E a Escola é vida, prejudicada, amiúde, por este ou aquele circunstancialismo inesperado, não deixando de percorrer o seu caminho rumo ao futuro, que assume o digital como uma ferramenta útil e, pelo facto, vislumbra a necessidade de celeridade da chegada do equipamento tecnológico

como uma necessidade e uma mais-valia, tanto para professores como para os alunos. Reputo de bastante importante algumas reuniões de professores se realizarem à distância, porque são manifestamente mais produtivas, e, por isso, deverão ser bem acolhidas pelas escolas. Afiguram-se eficazes e facilitadoras do trabalho imensamente duro dos docentes e a sua manutenção, nos próximos tempos, será inegavelmente do agrado dos mesmos.

O ano letivo 2022/2023 também tem a curiosidade de ser o primeiro, completo, sob o signo da transferência de competências para os municípios. Parece já ter diminuído o descontentamento inicial das autarquias e sindicatos, sinal que o grande objetivo - essencial ao desenvolvimento do país - está mais fácil de ser concretizado, apesar do emaranhado burocrático a observar: a Regionalização.

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