Shinzo Abe, FBI-MI5 e o "desafio chinês"

Hoje, dia 11 de Julho, entramos no dia 138 da guerra e a politica internacional não nos dá descanso. A semana passada foi mais uma que não fugiu à regra. Assistimos como se fosse um filme B ou uma novela de má qualidade ao esboroar da liderança de Boris Johnson à frente do Reino Unido. Com a habitual deselegância política referiu-se assim aos seus colegas: "Como já vimos em Westminster, o instinto de rebanho é poderoso e quando o rebanho avança, avança mesmo." Enfim.

Mas, na sexta-feira, recebemos com perplexidade a notícia do assassínio do antigo primeiro-ministro do Japão Shinzo Abe. Para quem estuda política internacional foram várias as contribuições e as decisões importantes desta grande figura do Japão. Sem dúvida, que a mais significativa foi a sua vontade e a definição do que hoje se denomina de "Indo-Pacífico". Abe fê-lo de forma mais elegante logo em 2007: "A confluência de dois mares, dois oceanos."

Estas duas notícias e, em especial, a tristeza da segunda, fizeram com que um acontecimento histórico passasse quase despercebido.

Na quarta-feira, dia 6 de Julho, os diretores do FBI e do seu congénere britânico, o MI5, fizeram uma declaração conjunta, em Londres. E qual foi o objetivo? Nas suas palavras: "Queremos deste modo enviar um sinal muito claro sobre um desafio comum e enorme: a China." E para que não restem dúvidas: "O desafio maior que enfrentamos advém do Partido Comunista da China (...). Pode parecer abstrato, mas é verdadeiro e premente. Temos de falar sobre isto. E temos de atuar."

Os dois diretores destacaram o "volume", a "espionagem industrial e tecnológica" e terminaram com um apelo: "Não precisamos de construir muros para nos isolar do resto do mundo. Mas temos de fazer decisões conscientes sobre como desenvolver a nossa capacidade de resistir."

E nós, Portugal?

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