Suécia, terras raras e "autossuficiência europeia"

Por entre tantas más notícias internacionais tivemos em meados de Janeiro uma notícia excelente. Esta notícia, devido a imagens desoladoras e desumanas tais como as provocadas pela Rússia na Ucrânia, acabou por passar um pouco pelos pingos da chuva.

Então qual foi a notícia? Foram descobertos depósitos significativos de metais de terras raras na Suécia. E porque é que esta notícia é tão importante e o que são estes metais (alguns com nomes impronunciáveis)? Segundo a Reuters: "os metais de terras raras são essenciais para muitos dos processos de produção de alta tecnologia e são usados em veículos elétricos, turbinas eólicas, aparelhos eletrónicos portáteis [tais como telemóveis], microfones e auriculares."

Os vários responsáveis suecos destacaram dois aspetos que tornam esta descoberta estratégica, ou seja, importante a médio e longo prazo: Por um lado, "pode vir a tornar-se um pilar significativo de produção de matérias-primas críticas que são absolutamente cruciais ao potenciarem a transição verde". A segunda declaração é esta: "a autossuficiência e independência da Rússia e da China irá começar nesta mina."

De facto, a China é o país incontornável neste setor. Como é sabido o regime chinês investiu de forma muito inteligente no domínio de todo o ciclo, ou seja, desde a mineração à preparação para ser usado. É um dos seus trunfos maiores face à vontade de "autossuficiência" de Washington e Bruxelas, entre outros.

Por último, deixem-me terminar esta Opinião com um elogio a uma reportagem da Isabel Lopes Cardoso sobre este tema e que olha para todos os seus imensos desafios: "Terras Raras: uma questão ambiental ou de defesa de direitos humanos?"

Esta reportagem faz parte de um projeto extraordinário, a Revista Gerador, que se identifica no seu site como "uma publicação trimestral que se dedica ao jornalismo lento".

Aqui fica a minha sugestão.

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