Um narcisista não se demite

A opinião do psicólogo clínico Mésicles Helin, a propósito da atual crise que afeta a liderança do Sporting.

O tipo de personalidade antissocial é descrita, no manual de diagnóstico das perturbações mentais americano (DSM), como um comportamento caracterizado por um padrão global de desrespeito e violação dos direitos dos outros. No detalhe, acrescenta-se a falsidade e o mentir repetidamente para obter lucro ou prazer.

No caso do "querido líder", há um agir por impulsividade traído pela incapacidade de planear antecipadamente porque, provavelmente, é dotado de um quociente de inteligência que não ultrapassa os dois dígitos. Acresce a ausência de empatia e uma arrogância ímpar. A irritabilidade e agressividade estão contidas numa armadura de ferro que faz parecer uma criatura ponderada. Na verdade, um falso calmo.

A psicopatia em causa funciona alimentada por uma estrutura narcísica da personalidade, protegida pela fantasia de grandiosidade, autoimportância e êxito ilimitado - apimentado pela desrealização - característica de um ser que segue tudo menos o que é esperado na lógica social. Acredita que é especial e único logo, só compreendido por seres ilustres e galácticos.

Tudo indica que a liderança atual do Sporting só poderá ter um fim se for a mal. Teme-se portanto, que o momento triste ainda poderá estar longe de terminar. Mas o verde é de esperança e os sportinguistas vão resistir e sair de pé deste momento difícil da sua história.

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