Vamos falar de saúde?

Primeiro é preciso ver para depois crer nas mudanças prometidas para a saúde pública em Portugal. Nesta área, tão importante para os todos os portugueses, não basta mudar o estatuto ou criar uma direção executiva para que no setor, de um momento para o outro e qual passe de mágica, surja o dinheiro de que é preciso, os recursos humanos necessários, os equipamentos e a tecnologia que faltam ou que, da noite para o dia, a gestão desta área passa de besta a bestial.

Criar um estatuto ou uma liderança executiva - o primeiro-ministro, António Costa, quando aprovou o novo Estatuto do Serviço Nacional de Saúde (SNS) falou na existência de um CEO - não chega. A ministra da Saúde, Marta Temido, falou num "dia importante" para o sistema de saúde e para o seu futuro desenho. De acordo com a ministra da Saúde, o novo estatuto permite ao Governo implementar políticas para responder aos "problemas que os portugueses enfrentam no seu dia-a-dia, no contacto com o SNS".

A alteração anunciada pelo governo ainda não é conhecida em detalhe e, acima de tudo, será preciso dar os instrumentos de trabalho e de gestão para que o paradigma nos hospitais públicos e dos centros de saúde mude realmente. E hoje, na situação deficitária em que está o serviço nacional de saúde, mudar apenas não basta, é preciso melhorar e muito.

A promessa do governo é de "um melhor funcionamento dos serviços e resposta assistencial coordenada e funcionando em rede. Haverá uma maior autonomia de gestão, incluindo autonomia para a contratação de profissionais, que contribuirá de forma decisiva para melhorar o acesso aos cuidados de saúde", disse o primeiro-ministro. Acredita ainda que trará uma "maior motivação dos profissionais de saúde, com a criação do regime de dedicação plena, os regimes excecionais de contratação e de trabalho suplementar e os mecanismos para fixar profissionais de saúde em zonas geográficas carenciadas".

Os profissionais já não acreditam em promessas e a Ordem dos Médicos veio dizer que não só "não conhece" o documento com as alterações, como levanta muitas dúvidas sobre a eficacia dos anúncios que foram feitos esta semana.

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