Direita endurece acusações ao Governo, BE e PCP

Passos diz que solução governativa está condenada ao "fiasco e ao fracasso". A líder do CDS- PP diz que BE e PCP estão calados para não "interromper a festança das esquerdas".

O jornalista Amadeu Araújo ouviu a intervenção de Passos Coelho.

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O jornalista Mário Freire resume o discurso de Assunção Cristas.

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"Esta solução está condenada ao fiasco e ao fracasso. Porquê? Porque não tem capacidade reformadora, se tiverem de reformar alguma coisa desentendem-se todos, não há apoio para o fazer", afirmou o presidente social-democrata, Pedro Passos Coelho, no encerramento da Universidade de Verão do PSD, que decorreu desde segunda-feira em Castelo de Vide.

Sublinhando que o Governo socialista apenas consegue apoio dos seus 'parceiros' para desfazer reformas feitas pelo anterior executivo de maioria PSD/CDS-PP, anteviu que o executivo de António Costa até pode chegar ao final da legislatura, mas não conseguirá "gerar um grama de expetativa positiva sobre o futuro".

O líder do PSD recusou ainda qualquer pressa em regressar ao Governo para o partido se "desforrar", sublinhando que o país é mais importante do que "salvar a pele" ou "um resultadozinho" nas eleições.

"O verdadeiramente importante não é termos pressa de regressar ao poder, ao Governo, para nos desforrarmos, para voltarmos a ser o que já fomos, isso não interessa nada", afirmou o presidente social-democrata, numa intervenção no encerramento da Universidade de Verão do PSD, que decorreu em Castelo de Vide desde segunda-feira.

Sublinhando é sempre preciso escolher o que a cada um parece certo, Passos Coelho garantiu que ninguém ouvirá o PSD dizer "que se lixe o país, o que é preciso é salvar a pele", porque para o partido "o que importa é o país e os portugueses".

Também hoje a presidente do CDS-PP avisou que é ao bolso da classe média que a "esquerda unida" vai buscar o dinheiro, acusando "os campeões dos pedidos de demissão" de estarem "agora caladinhos", para não "interromper a festança das esquerdas".

No encerramento da Escola de Quadros do CDS-PP, em Peniche, Leiria, Assunção Cristas fez um discurso muito duro contra os partidos que suportam o Governo socialista, BE e PCP, acusando-os de ser "farinha do mesmo saco", e assegurou que, em contraponto, "a mudança sensata é a marca de água" dos centristas.

"A classe média que não se iluda: quando a esquerda unida vier dizer que só quer tributar os ricos, é ao bolso da classe média que vai buscar o dinheiro", avisou, criticando o Governo por prejudicar o país, em particular a classe média, "para satisfazer as clientelas das esquerdas unidas".

Segundo a líder centrista, "quem votou nos partidos de esquerda a achar que eles iam fiscalizar o Governo, enganou-se".

"Os campeões dos pedidos de demissão estão agora caladinhos, não vá alguém interromper a festança da esquerda", criticou, referindo-se ao caso das viagens pagas pela Galp ao secretário de Estado dos Assuntos Fiscais ou à polémica que levou depois à demissão do antigo ministro da Cultura, João Soares.

Assunção Cristas lamentou por isso que "quem votou nos partidos da esquerda descobriu que eles se habituaram muito depressa ao poder" e puseram na gaveta "convicções, protestos, hinos e lemas".

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