"A revisão da posição conjunta não é essencial", diz João Oliveira

Líder parlamentar do PCP afirma, em entrevista à TSF, que "o que é decisivo é saber quais as opções a cada momento" e que é preciso "não absolutizar a posição conjunta".

"Da parte do PCP, nenhum problema ficará por responder apenas por não estar inscrito na posição conjunta, ou seja, a revisão da posição conjunta não é essencial", diz João Oliveira.

O jornalista João Alexandre entrevistou o líder parlamentar do PCP, João Oliveira.

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Em entrevista à TSF, no XX Congresso Nacional do PCP, o líder parlamentar comunista defende que a posição conjunta contém "um conjunto de elementos importantes de resposta imediata", mas que "não são suficientes nem esgotam todos os problemas que existem", ainda assim, sublinha, "é preciso não absolutizar" o acordo entre socialistas e comunistas.

De acordo com João Oliveira, o PCP rejeita também assinalar as medidas ambicionadas pelos comunistas como um conjunto de "linhas vermelhas" ou "cadernos de encargos" colocados ao PS: "Não aceitamos um conjunto de coisas negativas em troca de uma pequena coisa positiva", acrescenta.

No que diz respeito a batalhas "mais imediatas", e olhando para o debate em sede de Concertação Social, o líder da bancada do PCP destaca questões laborais como "o aumento do Salário Mínimo Nacional, a defesa da contratação coletiva, a revogação da caducidade dos contratos coletivos e a defesa do princípio do tratamento mais favorável ao trabalhador".

"Mais do que a boa vontade do Governo, a questão é decidida por via da mobilização dos trabalhadores para esse objetivo", sublinha João Oliveira, em relação às possibilidades de atualização do Salário Mínimo Nacional, que o PCP quer fixado nos 600 euros já em 2017.

O dirigente comunista salienta ainda que, "ao contrário do que muitas vezes se diz", a matéria "não está dependente da Concertação Social, mas de uma decisão do Governo".

Desconfiança do PSD sobre recapitalização da CGD é "tentativa de desestabilização"

Depois de Pedro Passos Coelho ter dito que desconfia que não haja qualquer plano de recapitalização da Caixa Geral de Depósitos, João Oliveira, líder parlamentar do PCP, diz, na TSF, que se trata de mais uma tentativa do PSD de destabilizar o processo de recapitalização do banco público.

"O PSD tem feito de tudo e tem aproveitado todos os pretextos para tentar desestabilizar a Caixa e procurar comprometer o processo de recapitalização com o objetivo último de forçar a privatização", afirma.

Este sábado, o líder do PSD afirmou: ""Eu desconfio bem que não haja qualquer plano de recapitalização, eu desconfio que não haja plano de coisa nenhuma. Há um entendimento com a Direção-geral de Concorrência, mas sem aprovação formal".

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