ADSE para antigos políticos em cima da mesa

O documento para alargamento do subsistema de saúde dos funcionários públicos inclui os políticos em funções, os que têm subvenções vitalícias e também os membros dos gabinetes.

Os antigos políticos também vão poder beneficiar da ADSE, avança o Jornal de Negócios. Essa é uma das novidades em cima da mesa para o alargamento do subsistema de saúde dos funcionários públicos.

O documento, citado pelo Negócios, inclui os políticos em funções, os que têm subvenções vitalícias e também os membros dos gabinetes. Diz esse documento que a ADSE pode ser alargada ainda aos trabalhadores de outras entidades com as quais venham a ser celebrados acordos específicos para a atribuição de benefícios.

Em relação aos cônjuges dos trabalhadores do Estado, eles só podem ser abrangidos se tiverem menos de 65 anos. No caso dos políticos não vai haver limite de idade, porque a taxa a pagar vai ser a mesma dos trabalhadores do Estado, ou seja, três e meio por cento.

O Jornal de Negócios escreve ainda que este documento já foi apresentado aos membros nomeados para o conselho geral e de supervisão. O prazo para o governo concluir a proposta de alargamento da ADSE terminou no final de junho.

O secretário-geral Federação dos Sindicatos da Administração Pública (FESAP), José Abraão, membro do novo Conselho Geral e de Supervisão da ADSE, diz à TSF que esta abertura a antigos políticos, membros dos gabinetes dos governos e titulares de subvenções mensais vitalícias é apenas uma pequena parte da proposta que receberam.

Outra mudança é permitir que os filhos dos funcionários públicos possa manter-se como beneficiários até aos 35 anos se estiverem desempregados, viverem com os pais e pagarem 3,5% do salário mínimo nacional, algo que para José Abraão é um valor exagerado.

O membro do Conselho Geral e de Supervisão da ADSE defende que estas propostas são, por agora, apenas isso: propostas, que têm de ser muito bem estudadas para evitar que este subsistema de saúde dos funcionários públicos se torne insustentável com pessoas que gastam mais do que aquilo que contribuem.

José Abraão diz que as mudanças agora propostas ainda irão demorar muito tempo a ver a luz do dia e algumas poderão mesmo nunca avançar.

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