Alqueva. Antes de reduzir preços a "prioridade" é levar água a quem precisa

Projeto de expansão vai distribuir água para mais 50 mil hectares e pode arrancar ainda este ano. Carlos César defende que é mais urgente aumentar distribuição do que baixar preços do consumo.

No dia em que arrancaram as jornadas parlamentares do PS, no Baixo Alentejo, os deputados socialistas passaram pela EDIA - Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas de Alqueva, em Beja, num momento em que se prevê que o plano de expansão da rede de distribuição de água possa abranger mais 50 mil hectares - passando dos atuais 120 mil para os 170 mil euros.

Com um investimento total de 230 milhões de euros previstos no Plano Nacional de Regadio, será maior o número de agricultores e produtores a beneficiar da distribuição, mas o preço da água continua a ser um problema para muitos. O presidente do Conselho de Administração da empresa salienta que a água existe, mas sublinha que, quanto aos preços, tudo depende do Governo.

"Os preços em Alqueva são definidos pelo Governo, tem sido um despacho tripartido entre o ministro da Agricultura, o ministro das Finanças e o ministro do Ambiente, que fixa o tarifário de Alqueva e acho que vai continuar a ser assim, portanto, cabe aos senhores governantes tomarem essas decisões. A nós cabe-nos encontrar as soluções que baixam os custos e depois apresentar resultados", explicou.

João Pedro Salema adianta ainda que a EDIA já fez baixar os preços em 2017 e rejeita comprometer-se com uma nova redução: "Nós podemos ter economias interessantes, mas que já foram acauteladas na última revisão do tarifário de Alqueva e, portanto, não quero prometer baixas de preço quando já baixámos o preço no ano passado em 25% a pensar em economias que íamos ter".

Uma explicação ouvida pelo líder parlamentar do PS, Carlos César que, de visita a Beja, defendeu que, antes da "preocupação" com a redução dos preços, outra maior é, para já, a de fazer chegar a água a quem precisa.

"A grande prioridade é fazer chegar a água e ainda estamos na fase de expandir a rede, é essa a grande prioridade, mas a verdade é que os lucros e ganhos que - quer no domínio do setor agrícola, no setor energético ou, por exemplo do turismo - resultam deste projeto já são os ganhos que é preciso obter", defende o líder da bancada socialista, que acrescenta: "À medida que este projeto se for consolidando, teremos certamente menores custos para a produção e maiores ganhos para todos".

Um projeto que garantiu "muitos ganhos" para a região, é também essa a opinião de Paulo Arsénio. O presidente da Câmara Municipal de Beja - que é eleito pelo PS - adianta que as melhorias já se fazem sentir na economia da região.

"As exportações do concelho de Beja, nos últimos quatro meses, duplicaram muito por via do regadio de Alqueva. Passámos de 56 milhões de euros de exportações para 120 milhões de euros. Alqueva tem sido um projeto que se tem pago a si próprio, até pela riqueza e mais-valia agrícola que tem trazido ao território", afirma.

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