"Amizade e cooperação". Costa dá receita para problema da dívida angolana aos empresários

Primeiro-ministro garantiu que os governos de Angola e Portugal vão fazer o possível para ajudar os empresários a ultrapassar as dificuldades. "Entre amigos os problemas resolvem-se sempre", disse.

O primeiro-ministro desvalorizou, esta segunda-feira, em Luanda, a questão dos pagamentos em atraso do Estado angolano a empresas portuguesas, que se situam entre os 400 e os 500 milhões de euros.

"Tal como num momento de dificuldade, Angola foi capaz de acolher as empresas portuguesas e muitos portugueses que aqui vieram encontrar trabalho, é também na mesma base de amizade e cooperação que nós iremos resolver os problemas que importa resolver", garantiu o primeiro-ministro, no final de uma visita às obras do hospital materno infantil da Camama - numa empreitada da empresa portuguesa Casais -, na qual foi acompanhado pela ministra angolana da Saúde, Sílvia Lutucuta.

Este foi um assunto que marcou o primeiro dia da visita oficial que termina esta terça-feira, mas volta a estar em cima da mesa no segundo dia de visita, no qual será assinado o Programa de Cooperação Estratégica entre os dois países, que irá vigorar entre 2018 e 2022.

Segundo António Costa, tal como existe uma dívida às empresas portuguesas por parte de Angola, foi também este país que "acolheu as empresas portuguesas" quando muitos rumaram ao território angolano para procurar trabalho, na sequência da crise económica e financeira que levou à entrada da 'troika' em Portugal.

"Muitas empresas encontraram aqui o refúgio e prosperidade quando nós sofremos com a crise", disse o chefe de Governo.

Lembrando o anúncio do reforço de uma linha de crédito às exportações para Angola, o primeiro-ministro garantiu que ambos os governos vão fazer o possível para ajudar os empresários a ultrapassar as dificuldades.

"Entre os trabalho que compete às empresas e o apoio político que os governos podem dar havemos de encontrar soluções, porque entre amigos os problemas resolvem-se sempre", afirmou, acrescentando que a visita da comitiva portuguesa a Luanda e a visita oficial do presidente João Lourenço a Portugal, em novembro, dão um "sinal de muito forte de confiança" aos empresários.

Já no final da visita, António Costa foi ainda questionado sobre se irá, ou não, regressar como primeiro-ministro para a inauguração do hospital, programada para 2022: "A casamentos e batizados só vai quem é convidado. Deixemos a obra terminar e o Governo angolano convidar quem entender convidar. Percebi o trocadilho sobre as eleições", disse, bem humorado, o chefe de Governo.

Notícia atualizada às 21h22

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