Parlamento aprova audição de Centeno, mas presidente do Eurogrupo ainda não aceitou

Audição proposta pelo PSD foi aprovada por unanimidade. Social-democratas falam em "necessidade de transparência" por parte do Eurogrupo e exigem presença de Mário Centeno.

O parlamento aprovou, esta quarta-feira, por unanimidade, um requerimento para a audição com caráter de "urgência" do presidente do Eurogrupo, Mário Centeno. O requerimento foi apresentado pelo grupo parlamentar do PSD, que pretende ouvir o atual ministro das Finanças português sobre os avanços na reforma zona euro e as declarações do Eurogrupo relativas aos planos orçamentais de vários Estados-Membros, incluindo Portugal.

"Apesar de ter sido uma unanimidade algo reticente por parte de alguns grupos parlamentares, foi unânime, e o parlamento português envia uma mensagem clara sobre a necessidade de transparência também por parte do Eurogrupo", disse à TSF a deputada e vice-presidente da bancada do PSD, Rubina Berardo, que afirma: "O grupo parlamentar do PS referiu que isto abria um precedente, nós consideramos que cabe ao parlamento português fazer os convites que achar pertinente".

Depois de aprovado na Comissão de Assuntos Europeus e na Comissão de Orçamento e Finanças, o requerimento terá de ser analisado pelo presidente do Eurogrupo que adianta, a deputada do PSD, não é obrigado a marcar presença na audição solicitada pelos social-democratas.

Contactada pela TSF, fonte do ministério das Finanças confirma que, enquanto líder dos ministros das Finanças dos Estados-Membros da União Europeia, Mário Centeno não tem qualquer obrigação de ser ouvido pelos deputados portugueses.

"Vamos ver o que é que o presidente do Eurogrupo responde, se prefere vir cá ao parlamento ou escudar-se em normas e procedimentos burocráticos a dizer que não responde ao escrutínio dos parlamentos nacionais", afirma Rubina Berardo, que sublinha: "A bola está do lado do Eurogrupo".

Segundo o texto do requerimento, o objetivo da audição é esclarecer "o conteúdo do acordo do Eurogrupo relativo à reforma da União Económica e Monetária" e conhecer "planos orçamentais dos Estados-membros para 2019".

O PSD salienta os "reparos" feitos pelo Eurogrupo à proposta de Orçamento do Estado para 2019 e quer perceber ainda qual o "discurso do PS" sobre a União Europeia. "Há uma dicotomia estranha, com dois chapéus, por parte do presidente do Eurogrupo: o chapéu de ministro das Finanças e de presidente do Eurogrupo", disse.

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