BE quer limitar ordenados dos gestores públicos

Depois da polémica sobre os vencimentos dos administradores da Caixa Geral de Depósitos, o Bloco de Esquerda disse no programa Política Pura da TSF que o assunto não está encerrado.

O deputado Jorge Costa afirmou na TSF que o Bloco de Esquerda vai apresentar no parlamento uma proposta para limitar os ordenados dos gestores públicos. O bloquista explicou que o objetivo é ter o vencimento do Primeiro-ministro como referência, para impedir casos como o da Caixa Geral de Depósitos (CGD).

Jorge Costa explica os argumentos do Bloco

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"Encontrar uma pessoa que aceite esse desafio, responsabilidade e serviço em função de uma remuneração tão digna e compensatória como é a de um Primeiro-ministro, não há-de ser impossível. Se para aceitar a gestão da CGD é necessário um salário milionário como aquele que é praticado no setor bancário privado, penso que não é com esse estímulo que encontraremos a boa governação da banca pública, defendeu Jorge Costa no programa Política Pura da TSF.

Uma opinião que não é partilhada pelo socialista Pedro Silva Pereira, embora o PS reconheça que os salários na banca são muito elevados.

Pedro Silva Pereira diz que não é possível conseguir um bom gestor sem um salário competitivo

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"Há um problema de exagero nos vencimentos do sistema financeiro privado, isso é um assunto. Outro assunto é pensar-se que é possível pedir num setor tão competitivo e especializado uma espécie de exercício de missão", considerou.

Na terça-feira, o ministro das Finanças revelou o salário de António Domingues na presidência da Caixa Geral de Depósitos (423 mil euros anuais) e quanto recebem os outros membros do Conselho de Administração do banco público (337 mil euros por ano).

O Bloco de Esquerda, pela voz da coordenadora Catarina Martins, manifestou-se contra os salários milionários. "Tem a integral oposição do BE aos salários dos gestores da Caixa Geral de Depósitos, é pura e simplesmente inaceitável. Se o salário ao nível do Primeiro-ministro não é suficiente para garantir qualidade e desempenho, nada será", defendeu Catarina Martins.

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