Bloco de Esquerda disponível para moção de rejeição "conjunta"

O Bloco de Esquerda confirma a "disponibilidade" para a apresentação de uma moção de rejeição ao programa de governo, em conjunto com o PS e o PCP. Já Jerónimo de Sousa adiantou esta tarde que o assunto não foi discutido nas reuniões à esquerda.

O Bloco de Esquerda confirmou, esta quinta-feira, a "disponibilidade" para a apresentação de uma moção de rejeição ao programa de governo, em conjunto com o PS e o PCP, confimando a notícia avançada pela TSF. Em declarações aos jornalistas, e depois de um encontro com a CGTP, Pedro Filipe Soares, líder parlamentar, considerou que "existe uma possibilidade real de tal ser realizável.

Pedro Filipe Soares sublinha, no entanto, que falta mais de uma semana para o debate do programa de governo e que existe tempo para fazer "uma boa moção de rejeição" que abra depois caminho a uma alternativa que, para o BE, deve ter como base "a reposição de rendimentos e garantias sobre as pensões e sobre a estabilidade".

Pedro Filipe Soares diz que o texto dessa eventual moção de rejeição conjunta deverá refletir o acordo que continua a ser negociado entre os três partidos - PS, BE e PCP - preferindo não adiantar mais detalhes das conversas em curso.

Pedro Filipe Soares confirma a disponibilidade do Bloco para uma moção de rejeição conjunta

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O líder da bancada bloquista esteve reunido com uma delegação da CGTP que insistiu na necessidade, já afirmada no início da semana ao PCP, de que uma eventual nova maioria de esquerda signifique uma "mudança real". Arménio Carlos insiste que uma alternativa política "prevista de dar exemplos objetivos de mudança".

Já o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, citado pela agência Lusa, disse que uma eventual moção conjunta - com PS e Bloco de Esquerda (BE) - de rejeição ao Governo não foi ainda discutida nas reuniões à esquerda.

Tal questão, indicou o líder comunista, "nunca esteve presente nas reuniões bilaterais" feitas com outras forças políticas à esquerda, nomeadamente PS e BE.

Jerónimo de Sousa em declarações registadas pela TVI24

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Jerónimo de Sousa falava na sede do PCP, em Lisboa, no final de um encontro com a Federação Nacional dos Professores (Fenprof).

Questionado sobre o porquê de não se apresentar uma eventual moção conjunta, o secretário-geral do PCP devolveu: "E porque não uma moção separada?".

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