"Bofetadas" de João Soares levam a primeiros pedidos de demissão

Um dos vice-presidentes da bancada parlamentar do PSD e Daniel Oliveira não gostaram de ver o ministro da Cultura ameaçar os cronistas Augusto M. Seabra e Vasco Pulido Valente.

Sérgio Azevedo, vice-presidente do grupo parlamentar do PSD, recorreu ao Facebook para pedir a demissão do ministro da Cultura, João Soares. "Um ministro (sim com m pequeno, minúsculo) que promete "bofetadas" a um crítico, para além de ser um tipo pequenino, só tem um caminho: a demissão!".

Não foi o único, já que também o ex-dirigente do Bloco de Esquerda, Daniel Oliveira, utilizou o Facebook para afirmar que João Soares "não pode ser ministro". "Um ministro que ameaça fisicamente quem o critica não pode ser ministro. Depois deste post João Soares tem de se demitir, António Costa tem de se demarcar desta ofensa à democracia e os partidos que sustentam o governo têm de ser muitíssimo claros. Não há inimputáveis em política e se permitimos que a ameaça física passe a ser a forma dos governos reagirem à crítica tudo é possível".

Em causa está uma das últimas publicações do ministro, em que prometeu um "par de bofetadas" aos cronistas do Público, Augusto M. Seabra e Vasco Pulido Valente. Esta reação foi motivada por uma crónica publicada na edição de quarta-feira do Público, "'Tempo velho' na Cultura", em que o colunista e crítico Augusto M. Seabra diz que "a nomeação de João Soares para ministro da Cultura foi uma surpresa que permanece inexplicável já que passados quatro meses não afirmou uma linha de ação política, tão só um estilo de compadrio, prepotência e grosseria".

O sociólogo e cronista continua: "Que um governante se rodeie de pessoas de confiança é óbvio. Mas no caso do gabinete de Soares trata-se de uma confraria de socialistas e maçons". Augusto M. Seabra diz que o ministro da Cultura "quer dar nas vistas pegando em questões controversas que se arrastam", e aponta como exemplo o caso das obras de Miró.

O artigo termina com o colunista a concluir "o tão badalado 'tempo novo' é na cultura apenas o "tempo velho" dos hábitos socialistas. E muito ainda promete...".

João Soares, que utiliza o Facebook com frequência para dar a conhecer o seu dia-a-dia e alguns programas culturais, teve nesta publicação ameaçadora um verdadeiro impacto social, com mais de 400 comentários, 650 partilhas e quase 400 reações através de emojis. E os números não param de aumentar.

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