CDS quer referendar a eutanásia

A maioria dos partidos com assento parlamentar defende que a decisão sobre a eutanásia deve ser tomada na Assembleia da República.

Ao contrário da maioria dos partidos representados na Assembleia da República, o CDS quer realizar um referendo sobre a eutanásia.

No programa Fórum TSF desta terça-feira, conduzido por Manuel Acácio, a deputada centrista Isabel Galriça Neto defendeu que a Assembleia da Republica "não tem mandato" para tomar uma decisão.

Já o Bloco de Esquerda defende que o Parlamento tem todas as condições para decidir.

O Bloco de Esquerda vai apresentar, no primeiro trimestre de 2018, um projeto de lei no Parlamento para legalizar a eutanásia e o suicídio assistido, à semelhança do partido ecologista Os Verdes, que se prepara para avançar com uma iniciativa semelhante.

A favor da eutanásia, o líder do PAN recusa referendar a questão.

O PSD não vai avançar com qualquer proposta parlamentar, mas também rejeita referendar a questão da morte assistida.

Apesar de considerar que não é um tema prioritário, o deputado António Filipe, do PCP, não deixa de reconhecer que o assunto é relevante e assegura que o partido está aberto à discussão.

Apesar de ter sido também contactado pela TSF, o Partido Socialista não participou neste Fórum TSF.

O Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida encerra esta terça-feira um ciclo de debates que ao longo de oito meses promoveu 11 sessões por vários pontos do país sobre questões como a eutanásia, a morte assistida ou a decisão sobre o final da vida.

A iniciativa é promovida pelo Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida (CNECV), com o patrocínio do Presidente da República.

Marcelo Rebelo de Sousa apela à participação no debate, mas diz que enquanto Presidente da república "não pode nem deve condicionar a discussão".

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