CDS-PP recomenda ao Governo que deixe de revogar "tudo o que mexe"

Numa reação à mensagem de Natal do primeiro-ministro, o CDS sublinha o facto do chefe de governo ter escolhido três áreas que provam o bom desempenho do anterior governo.

O vice-presidente democrata-cristão Adolfo Mesquita Nunes recomendou esta segunda-feira ao Governo que deixe de "revogar tudo o que mexe" só por estar associado ao anterior executivo, defendendo que a realidade comprova o acerto da governação PSD/CDS-PP.

Em declarações aos jornalistas à porta da Assembleia da República, que está hoje fechada devido à tolerância de ponto concedida à administração pública, o vice-presidente do CDS-PP considerou "irónico ou até revelador" que o primeiro-ministro, António Costa, tenha escolhido como temas da sua mensagem de Natal a educação, o combate à pobreza e o desemprego.

Adolfo Mesquita Nunes salienta as escolhas do primeiro-ministro e pede que o governo não revogue tudo

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"As três áreas escolhidas foram a educação, o combate à pobreza e o emprego e nestas três áreas, nas últimas semanas, o Governo foi confrontado com três dados importantes que demonstram como herdou uma situação melhor do que aquela que diz", frisou.

"O que temos para dizer ao senhor primeiro-ministro é que era importante, se ele quiser continuar a contar com sucessos nestas áreas, que o Governo não se pusesse a revogar tudo o que mexe nem a reverter tudo aquilo que possa ser associado ao anterior Governo", afirmou Adolfo Mesquita Nunes.

Nos casos da Educação e do combate à pobreza, Mesquita Nunes destacou que os últimos dados do PISA (Programa Internacional de Avaliação de Alunos) e o índice da redução da desigualdade divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística relativo a 2014 e 2015 "demonstram o acerto das políticas" do anterior Governo PSD/CDS-PP.

Mesquita Nunes considerou que "seria positivo" que cada governo trabalhasse "preservando aquilo que de bom foi feito pelos anteriores" ao invés de "criticar por criticar".

"E por isso o desafio que lançamos ao PS é que procure fazer consensos com os partidos moderados e não apenas com a extrema-esquerda com quem tem governado", disse, anunciando a reapresentação, no parlamento, de três iniciativas legislativas.

O vice-presidente do CDS desafia o PS a votar a favor das propostas do CDS

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O vice-presidente do CDS-PP afirmou ainda esperar que possam ser "aproveitadas" três iniciativas que foram anteriormente rejeitadas pela esquerda: a proposta para a estabilização dos manuais escolares e programas durante seis anos, para o alargamento do ensino pré-escolar e para que cada cidadão possa conhecer, ao longo da vida, a pensão de reforma a que terá direito.

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