Cidadão Marcelo escrevia sem Acordo Ortográfico

Durante a visita de estado a Moçambique, o Presidente da República admitiu repensar o acordo ortográfico.

Marcelo Rebelo de Sousa, considera que, se países como Moçambique e Angola decidirem não ratificar o Acordo Ortográfico, isso será uma oportunidade para repensar a matéria.

"Nós estamos à espera que Moçambique decida sim ou não ao Acordo Ortográfico. Se decidir que não, mais Angola, é uma oportunidade para repensar essa matéria", admitiu o Presidente da República, em declarações à RTP África, durante a visita de Estado a Moçambique.

O Presidente da República comentou a questão do Acordo Ortográfico em declarações à RTP África.

00:0000:00

Marcelo disse que, enquanto cidadão, não seguia o acordo. "O Presidente da República, nos documentos oficiais, tem de seguir o Acordo Ortográfico. Mas o cidadão Marcelo Rebelo de Sousa escrevia tal como escrevem os moçambicanos, que não são de acordo com o Acordo Ortográfico".

O Acordo Ortográfico foi tema do Fórum TSF, nesta quarta-feira, com argumentos contra e a favor da eventual reabertura do debate.

Frontalmente contra está Malaca Casteleiro, professor e linguista. O homem que é considerado o "pai" do AO entende que não faz qualquer sentido voltar a discutir o assunto e confessa mesmo que "não esperava" que fosse o Presidente da República a abrir essa porta.

Opinião contrária tem o presidente da Academia das Ciências. Artur Anselmo entende que "é importante juntar à mesma mesa, em boa paz, se possível, os representantes das instituições científicas e culturais (...) com responsabilidades diretas no assunto".

Do lado dos livreiros, Paulo Rebelo Gonçalves, da Porto Editora, lembra que as editoras sempre foram contra o AO, mas também sublinha que, se o tema for reapreciado, isso acarretará "muitos custos" para o setor.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de