Coligação oferece 20 medidas ao PS

É o "exercício um bocadinho mais atrevido" de que Passos Coelho falava na sexta-feira, depois de ter recebido António Costa na sede do PSD.

Fonte da coligação garante à TSF que o esforço de compromisso com o PS, o tal atrevimento, traduziu-se na adopção de "mais de 20 medidas" concretas do programa eleitoral dos socialistas. Ainda segundo a mesma fonte, essas "mais de 20 medidas" dizem respeito às áreas consideradas prioritárias pelo líder socialista.

No discurso de derrota, na noite de dia 4, António Costa afirmou que os resultados eleitorais, com a perda da maioria absoluta da coligação PSD/CDS, teriam de ter como consequência uma mudança de rumo nas políticas do governo. Uma mudança em quatro áreas específicas: redução da austeridade e criação de emprego; reforço do Estado Social; aposta na Educação, Ciência e Inovação; e política europeia.

É precisamente nestas áreas que PSD e CDS concentraram o esforço de compromisso com o PS, tentando trazer os socialistas a jogo, com o objectivo de viabilizar o programa de governo e o Orçamento do Estado para o próximo ano. A esta altura, não se sabe qual a tradução orçamental desse esforço, ou seja, qual o peso específico destas medidas na despesa do Estado.

Há uma semana (e muito mudou desde então), uma fonte da coligação garantia à TSF que a margem orçamental para chamar o PS a uma posição de compromisso era relativamente curta, não mais de 100 milhões de euros.

Do lado do PS, ainda não há comentários a este "documento facilitador", mas há um lamento. Os socialistas queixam-se de que ainda não chegou ao Largo do Rato informação detalhada sobre as contas do estado, sobre a execução orçamental, uma exigência que António Costa deixou na S. Caetano à Lapa na sexta-feira passada.

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