Cristas admite "geringonça da direita"

Se PSD e CDS juntos tiverem maioria nas próximas legislativas, a líder do CDS não rejeita apoiar um governo de Rui Rio sem os centristas no executivo.

Assunção Cristas admite a possibilidade de haver uma "geringonça" da direita após as próximas eleições legislativas. A presidente do CDS-PP tem reiterado que, com a atual solução governativa, "acabou o mito do voto útil" e que o objetivo do centro-direita deve ser conquistar a maioria, isto é, pelo menos 116 deputados.

Mas agora, em entrevista ao podcast "Perguntar Não Ofende" , do jornalista Daniel Oliveira, que é publicado na próxima quinta-feira, Assunção Cristas considera possível o CDS-PP apoiar um executivo de Rui Rio sem integrá-lo. "Eu acho que tudo é possível. Até isso é possível. Não vejo nenhuma obrigatoriedade de o CDS ir para um Governo com o PSD se não sentir que há uma convergência suficiente de matérias que leve a isso", reconhece a líder centrista.

Ainda assim, a líder do CDS deixa claro que defende um executivo de coligação. "Acho que idealmente devemos ter um Governo em conjunto".

Tendo assumido que desde que Rui Rio conquistou a liderança do PSD " não há diálogo entre ambos", Cristas fala na hipótese de apoiar o antigo autarca do Porto, dizendo que seria "preciso muita discussão e afinamento de temas" e explica que "é preciso perceber o que é que Rui Rio pensa sobre um conjunto muito relevante de matérias".

Mas a líder do CDS não rejeita a priori uma "geringonça" de direita. "Será certamente um diálogo interessante, profundo e desafiante. Agora, eu diria que bastante mais fácil do que aquele que o PS teve de manter com o Bloco de Esquerda e com o PCP. E, portanto, não creio que haja clivagens tão profundas quanto aquelas que existem atualmente entre o PS, o PCP e o BE", afirma.

Defendendo para já um caminho autónomo de PSD e CDS à procura de apoio do eleitorado para as eleições que deverão acontecer em 2019, Assunção Cristas reconhece que o posicionamento de Rio ainda é, para si, em muitos casos, uma incógnita.

"Eu ainda não percebi exatamente o que é que ele é, com toda a franqueza. Eu vejo muito ziguezague em muitas matérias... Aliás aqui no parlamento nós vemos isso frequentemente, a mudança de posições do PSD. Eu ainda não percebi exatamente todos os pontos", confessa.

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