Cada autarquia devia ter poder para decidir se proíbe touradas, defende Duarte Cordeiro

O vice-presidente da Câmara de Lisboa diz-se contra as touradas, que considera uma forma de crueldade contra os animais, mas defende que cabe a cada município decidir se proíbe ou não a prática.

Devem as touradas ser proibidas por "uma questão de civilização", nas palavras usadas pela ministra da Cultura para justificar a exclusão da tauromaquia da descida do IVA na Cultura? Depende, diz Duarte Cordeiro.

O vice-presidente da Câmara de Lisboa, esta quarta-feira a substituir Carlos César no programa "Almoços Grátis", defende que deve caber a "a decisão deve ser tomada ao nível local."

"Há tradições que fazem sentido manterem-se vivas num determinado território", assume, pelo que "para se respeitar a liberdade de todos faz sentido a descentralização desta matéria".

"Não existe intenção de proibir" as touradas por parte do Governo, ressalva. "Não há vontade de condicionar a liberdade de ninguém nem de proibir nada".

O que está em debate é a "interpretação" das palavras da ministra da Cultura, que pessoas como Manuel Alegre encararam como "um ataque às liberdades de alguém.

Nesse sentido, a carta de António Costa em resposta a Manuel Alegre "clarificou a posição do Governo" sobre este assunto e "a interpretação que estava a ser dada às palavras da ministra", considera Duarte Cordeiro.

Questionado sobre se a ministra se excedeu, o socialista diz que não. É isto o "debate em estado puro" de um tema dado a "debates apaixonantes".

"É difícil encontrar pontos de consenso dentro de um partido sobre esta matéria", nota, exceto no caso do PAN.

No foro pessoal, Duarte Cordeiro conta que o pai gosta de tourada e é caçador, mas ele mesmo não partilha o gosto pela tauromaquia de Luís Montenegro.

"Não gosto de tourada, não me identifico, considero que é uma forma de maus tratos a animais."

Se decisão de proibir das touradas passar a ser competência dos municípios, já sabe o que fazer. "No dia em que a questão se colocar votarei a favor do fim das touradas em Lisboa", assegura.

Com Anselmo Crespo e Nuno Domingues​​​​​​

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