Durão Barroso faz "lobby" por Guterres

Ex-presidente da Comissão Europeia garante que em vários contactos tem referido António Guterres como o "melhor" para o ocupar o cargo na ONU. "É preciso "vestir a camisola da seleção nacional", diz.

Depois da decisão da Comissão Europeia, Durão Barroso perdeu alguns "privilégios", passando a ser considerado como "lobista". O antigo primeiro-ministro se diz "discriminado" pela instituição europeia a que presidiu, mas tal não o impede de fazer lobby a favor de um outro português.

"Eu apoio o engenheiro António Guterres e gostava muito que tivéssemos um português à frente de uma organização como as Nações Unidas", afirmou Durão Barroso, em Cascais, à margem de um congresso internacional.

Durão Barroso apoia a candidatura de Guterres a secretário geral da ONU.

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Durão Barroso não tem dúvidas de que o ex-Alto-comissário das Nações Unidas para os Refugiados é o "melhor candidato", receando, no entanto, os critérios de seleção.

"Se os países do Conselho de Segurança forem pela escolha do melhor candidato, ele é o melhor candidato. Se forem por outros critérios, de ser mulher ou de ser de um país da Europa Central ou de Leste, obviamente que não responde a essas condições", lamenta.

Questionado sobre a possibilidade de existirem forças contrárias à candidatura de Guterres no Partido Popular Europeu, o ex-presidente da Comissão Europeia refere que se trata de alguém que "veste sempre a camisola da seleção nacional".

"Podemos ser de partidos diferentes, de clubes diferentes, mas eu sou sempre por Portugal", sublinha.

Nesse sentido, para Durão Barroso, tal como existem várias correntes de apoio à candidatura de António Guterres ao cargo de secretário-geral da ONU, esse apoio também deveria existir no caso da chegada de personalidades portuguesas a outros casos de relevo - e dá o exemplo do cargo no Goldman Sachs.

"Às vezes, eu gostava que também alguns dos meus críticos pensassem que ter um português em posições de relevo - seja na Europa, seja em grandes organizações financeiras internacionais -, talvez não seja assim tão negativo".

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