Eleições PS: Opositor de Costa candidata-se para "disputar a democracia"

Daniel Adrião, ex-dirigente socialista, garante que não apresenta a candidatura para disputar a liderança de António Costa, mas para debater e combater o atual estado de "erosão" dentro dos partidos.

"Este movimento não surgiu para disputar a liderança do partido, surgiu para disputar a democracia", afirma Daniel Adrião, o único opositor nas eleições diretas do PS, que se realizam hoje e amanhã e que vão eleger o secretário-geral do partido.

Daniel Adrião pronto a "disputar a democracia"

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O antigo dirigente socialista, que vai levar ao Congresso Nacional a moção de estratégia global intitulada "Resgatar a Democracia", considera que há, atualmente, um estado de menor fulgor de escassez de debate dentro dos partidos que é preciso combater.

"Os partidos estão num processo de grande erosão interna - e o PS também, em termos da sua militância -, têm cada vez menos militantes ativos e disponíveis para dar o seu contributo e nós achamos que essa é uma tendência perigosa e que acompanha uma tendência geral da sociedade portuguesa, de afastamento da participação no processo democrático", sublinha.

Daniel Adrião diz que partidos sofrem erosão interna

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Nas últimas eleições internas, em novembro de 2014, Daniel Adrião até apoiou a candidatura de António Costa, mas entende que este é o momento ideal para "dar um sinal" de que é importante o envolvimento dos cidadãos nos "processos de construção da democracia".

Apesar de candidato a secretário-geral do PS, Daniel Adrião insiste que aquilo que o move é apenas o debate e que essa é mesmo a única ambição com que parte para estas eleições diretas: "Nós entrámos nestas eleições para participar no debate, e isso já conseguimos. Este é o momento certo para fazer um debate plural sobre a vida interna do partido e sobre a vida do país", acrescenta.

Daniel Adrião quer participar no debate interno no PS

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Confrontado sobre se a candidatura pode ou não servir os interesses dos críticos de António Costa e dar voz a quem criticou os acordos com BE, PCP e PEV, Daniel Adrião salienta que é um "defensor acérrimo" da atual solução de governo e que a liderança de António Costa "tem sido positiva".

Além das eleições diretas para o cargo de secretário-geral do PS, nas quais podem participar perto de 40 mil militantes, os socialistas escolhem ainda os delegados ao Congresso Nacional, que se realiza nos dias 3, 4 e 5 de junho, em Lisboa.

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