Esquerda avança com moção de rejeição conjunta

Programa de governo vai ter à espera uma moção de rejeição única, em vez de três textos em separado. Decisão só não está fechada entre PS, PCP e BE porque, para já, a "prioridade" é finalizar as negociações do acordo de governo.

PS , PCP e Bloco de Esquerda já anunciaram moções de rejeição ao programa de governo, mas o programa, que vai ser discutido na Assembleia da República nos próximos dias 9 e 10 de novembro, vai ser recebido com uma moção de rejeição conjunta, em vez de três textos de cada um dos partidos.

O jornalista João Alexandre explica opção por uma moção de rejeição única

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Ao que a TSF apurou, através de fontes bloquistas e socialistas, esta é uma decisão que só não foi ainda tomada pelos três partidos porque as negociações para um acordo de governo - que fica acertado "durante a próxima semana" - são "a prioridade". O passo conjunto dos três partidos é encarado como algo de natural, e será tratado mal estejam finalizadas as reuniões técnicas entre PS, PCP e Bloco de Esquerda.

Uma das fontes, ouvida pela TSF, garante mesmo que, apesar de as reuniões técnicas ocuparem ainda a quase totalidade das conversas entre os três partidos, já foi manifestada "abertura" de "todos os grupos parlamentares" para apresentar uma moção de rejeição conjunta ao programa de governo que será apresentado por PSD e CDS-PP.

A mesma fonte salienta, no entanto, que essa é uma discussão que tem corrido à margem das várias reuniões de preparação do acordo de governo, ou seja, que mesmo havendo "abertura", a questão "nunca foi apresentada nesses termos" durante os encontros das últimas semanas.

Certo é que, num cenário em que as moções de rejeição fossem apresentadas em separado, e tendo em conta que a primeira moção aprovada levaria a um chumbo do governo, as restantes moções não chegariam sequer a ser votadas pelos deputados.

Uma situação descrita por uma das fontes como um "absurdo", e que torna lógica a decisão de apresentar um texto conjunto assinado por PS, PCP e Bloco de Esquerda. Esse passo, natural, é mesmo encarado como uma nova demonstração de unidade entre os três partidos, depois da eleição de Ferro Rodrigues para a Presidência da Assembleia da República.

Bloco de Esquerda e PCP foram os primeiro a anunciar a apresentação de moções de rejeição a um programa de governo apresentado pela coligação PSD/CDS-PP. Na semana passada, a Comissão Política socialista aprovou um documento em que dá "indicação" ao grupo parlamentar do PS para apresentar uma moção de rejeição ao programa de governo da coligação.

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