Costa arrasa enfermeiros: "Greves são absolutamente ilegais e selvagens"

Primeiro-ministro criticou de forma dura a greve cirúrgica dos enfermeiros, que se estende até ao final de fevereiro. O sindicato já respondeu a António Costa e fala em coação.

As greves dos enfermeiros são "selvagens." Foi esta a ideia defendida pelo primeiro-ministro, esta sexta-feira, numa visita a Mogadouro, onde acusou os enfermeiros de estarem a fazer uma greve ilegal que atenta contra os utentes e contra o Serviço Nacional de Saúde.

"Não podemos confundir aquilo que é o exercício da atividade sindical, aquilo que é o exercício legítimo do direito à greve com práticas que não são de greves cirúrgicas mas de greves selvagens, que visam simplesmente atentar contra a dignidade dos doentes e contra as funções do Serviço Nacional de Saúde. São absolutamente ilegais", defendeu o primeiro-ministro. Costa relembrou ainda que "as instituições não podem ficar impassíveis" porque lhes cabe, em todas as circunstâncias, "assegurar a legalidade" destas ações.

Delfim Sousa, do Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal, uma das duas estruturas sindicais que convocaram a greve às cirurgias, contraria o primeiro-ministro e não tem dúvidas que o protesto respeita a lei.

"Ao contrário do que se anda para aí a dizer, esta greve não é ilegal, não é selvagem. São tudo formas de coação sobre os enfermeiros. Isso, sim, é ilegal. Esta greve está devidamente controlada por um documento emitido pelo tribunal arbitral e que nós pretendemos que seja cumprido".

Esta quinta-feira, o ministério da saúde confirmou que está a equacionar a possibilidade de recorrer a uma requisição civil para impedir o adiamento de mais cirurgias, na sequência da greve dos enfermeiros, que se deve estender ao longo de um mês.

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