Política

Passos espera que novo líder do PSD possa governar

Passos diz que vai iniciar uma nova vida acrescentando que espera que o seu sucessor vença as legislativas e governe sublinhando, no entanto, que para isso é preciso ter "o apoio significativo" dos portugueses.

Depois de exercer o seu direito de voto nas eleições diretas para a escolha do seu sucessor, Pedro Passos Coelho lembrou que ganhou as eleições e não pode governar.

Questionado pelos jornalistas sobre o seu futuro, passos Coelho garantiu que não estará na primeira linha de atividade partidária, mas assegurou que continuará a acompanhar a vida do partido: "Saio de bem comigo e com os outros", disse.

Passos Coelho anunciou em 03 de outubro que não se recandidataria ao cargo que ocupa desde março de 2010, na sequência dos resultados das eleições autárquicas de 01 de outubro.

Mais de 70 mil militantes do PSD vão poder escolher hoje o próximo presidente social-democrata e sucessor de Pedro Passos Coelho nas eleições diretas disputadas entre Pedro Santana Lopes e Rui Rio.

De acordo com a secretaria-geral do PSD, os militantes com quotas pagas até ao fecho dos cadernos eleitorais (15 de dezembro) e que podem votar hoje são 70.385, universo eleitoral semelhante ao de outras diretas em que houve disputa.

As eleições internas no PSD decorrem este sábado entre as 14:00 e as 20:00, em 396 mesas de voto distribuídas em Portugal continental, Açores, Madeira, Europa e Fora da Europa, estando envolvidas cerca de 2.800 pessoas no processo eleitoral.

Além do próximo presidente do PSD, os militantes sociais-democratas elegerão ainda os delegados ao Congresso, que se realizará entre 16 e 18 de fevereiro, em Lisboa, onde tomará posse o novo presidente do partido e serão eleitos os órgãos nacionais.